- Saquarema, no litoral do Rio de Janeiro, tem o maior PIB per capita do Brasil em 2023: R$ 722.441,52 por habitante, segundo o IBGE.
- O valor é fortemente impulsionado pelos royalties recebidos pela exploração de petróleo e gás na região marítima próxima ao município.
- Apesar do PIB per capita elevado, o rendimento médio mensal dos moradores é de cerca de R$ 2.310, abaixo da média estadual e nacional.
- A população é de quase 90 mil habitantes, em uma área de aproximadamente 357 km².
- A cidade é conhecida como Capital Nacional do Surfe, com Itaúna e outras praias atraindo turistas, mas enfrenta desafios de emprego, renda e desigualdade.
O município de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, tem o maior PIB per capita do Brasil, com R$ 722.441,52 por habitante em 2023, segundo o IBGE. A ascensão decorre sobretudo dos repasses de royalties da exploração de petróleo e gás na região marítima próxima.
Esses recursos elevam o indicador agregado, mas não se traduzem em renda média elevada para os moradores. O rendimento mensal médio estimado pelo Censo 2022 é de cerca de R$ 2.310, equivalente a menos de R$ 28 mil por ano.
No aspecto demográfico, Saquarema abriga quase 90 mil pessoas em uma área de aproximadamente 357 km². A cidade fica a cerca de 100 km do Rio de Janeiro e é conhecida pela prática do surfe, com Itaúna como principal cartão-postal.
Descompasso entre riqueza econômica e renda local
Apesar da riqueza gerada pela atividade extrativista, a renda per capita da população não acompanha o desempenho do PIB. O município depende de setores com repasses voláteis, o que impõe desafios para ampliar empregos formais e reduzir desigualdades.
Saquarema também mantém forte apelo turístico. Além de Itaúna, destacam-se a Praia da Vila, a Lagoa de Saquarema e a Lagoa de Jaconé, que atraem visitantes, praticantes de esportes náuticos e atividades culturais. A cidade preserva patrimônio histórico, como a Igreja de Nossa Senhora de Nazareth, situada entre a Praia da Vila e a Prainha.
Mesmo com o potencial turístico e a visibilidade econômica, especialistas apontam a necessidade de diversificar a base produtiva, investir em formação e ampliar oportunidades de renda para os moradores, reduzindo a dependência de receitas de royalties.
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