Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasileiro em audiência afirma que Pix ajuda empresas dos EUA

Economista da FGV afirma que o Pix funciona como infraestrutura, acelera transações e amplia acesso ao crédito, beneficiando empresas brasileiras e norte‑americanas

Gustavo Sampaio argumenta que o Pix funciona mais como uma infraestrutura do que apenas como um meio de pagamento
0:00
Carregando...
0:00
  • Único brasileiro inscrito na audiência pública em Washington sobre tarifas de 25% é Gustavo Sampaio, da Fundação Getulio Vargas, que defende o Pix como infraestrutura que facilita crédito e comércio.
  • Sampaio participa como pesquisador, não representante do governo, dizendo que o Pix acelera transações e estimula bancarização e acesso a serviços.
  • Relatório do Banco Central aponta aumento no uso de cartões: 78,4 bilhões de operações no total; cartão de crédito cresce e débito se mantém estável.
  • EUA afirmam que o Pix pode prejudicar empresas de pagamento; há cobrança de maior transparência do BC para reduzir desconfianças do mercado.
  • Governo brasileiro espera confirmação de tarifas de 25%; cronograma prevê 22 de junho prazo para pedidos, 1º de julho envio de comentários e 6 de julho a audiência.

O Brasil terá apenas um representante inscrito na audiência pública sobre tarifas de 25% propostas pelos Estados Unidos, marcada para 6 de julho em Washington. Gustavo Sampaio, professor da FGV, defende o Pix como instrumento de inclusão financeira e afirma que a ferramenta beneficia empresas estrangeiras e operadoras de cartão de crédito.

Para o pesquisador, o Pix funciona mais como infraestrutura do que como simples meio de pagamento. Ao acelerar transações, o sistema favorece a bancarização, o acesso ao crédito e o comércio internacional, segundo ele.

Sampaio destacou que participa como pesquisador, sem vínculo com o governo ou com o Banco Central. Ele sinalizou que sua visão busca esclarecer pontos e promover maior compreensão sobre o papel do Pix no mercado.

Transp(ar)ência do BC

O economista aponta que as críticas vindas de Washington têm tom político, mas reconhece falhas de transparência do Banco Central e do governo federal sobre o funcionamento da ferramenta. O BC acumula críticas pela comunicação do Pix, segundo ele.

Ele argumenta que o BC foi concebido para controlar a inflação e que o Pix, criado com recursos do orçamento, envolve o Estado na formulação de políticas públicas. O especialista afirma que o BC deve manter o mercado informado para reduzir ruídos.

Sampaio também observa que há desconfiança sobre desigualdades de tratamento entre instituições que operam o Pix, discussão que envolve a ideia de gratuidade para instituições privadas. O pesquisador recomenda maior clareza para mitigar dúvidas do mercado.

Audiência e investigação

A investigação do USTR se baseia em documento divulgado pela Casa Branca em 1º de abril de 2026, que sugere impacto do Pix sobre empresas de pagamento dos EUA, como Visa e Mastercard, que atuam no Brasil. A audiência antecede a decisão final americana.

Segundo apuração, o Palácio do Planalto avalia que as tarifas devem ser confirmadas, com poucas chances de reversão. O tema é apresentado como ponto central nas negociações com Washington e pode influenciar o desfecho da avaliação.

O governo brasileiro vem buscando apoio para sustentar sua posição, enquanto o ministro Márcio Elias Rosa teve reunião virtual com o representante comercial dos EUA, sem conclusão na rodada inicial. A audiência amplia o escrutínio sobre impactos do Pix no mercado.

  • 22 de junho: prazo final para pedidos de participação na audiência.
  • 1º de julho: envio de comentários por escrito.
  • 6 de julho: audiência pública.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais