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Congresso defende intervencionismo do Estado

Estudo aponta que oitenta por cento dos projetos apresentados no Congresso restringem a liberdade econômica, independentemente de correligionários ideológicos

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  • A economista americana Anne Krueger defende que o Estado, ao tentar corrigir o mercado, pode gerar problemas maiores, com o conceito de “rent-seeking”.
  • Rent-seeking é quando agentes investem recursos para obter privilégios do Estado, em vez de criar valor no mercado.
  • No Brasil, há liberalistas que defendem o livre mercado na teoria, mas apoiam intervenção estatal na prática, caracterizando um liberalismo seletivo.
  • Estudo do Centro Mackenzie da Liberdade Econômica, em parceria com o Ranking dos Políticos, analisou 1.650 projetos de 2025 e mostrou que oitenta por cento são restritivos à liberdade econômica; partidos Republicanos, PP e PL tiveram pelo menos quarenta por cento de propostas intervencionistas, enquanto o Novo defendeu de fato a liberdade econômica.
  • A pesquisa Quaest aponta que a Câmara é composta por 45% de parlamentares de direita, 25% de centro e 21% de esquerda, sugerindo que o intervencionismo não tem fronteiras ideológicas e é uma característica estrutural do Congresso brasileiro.

Um estudo divulgado pelo Centro Mackenzie da Liberdade Econômica, em parceria com a organização Ranking dos Políticos, analisa 1.650 projetos apresentados em 2025 no Congresso brasileiro. A pesquisa aponta que 80% das propostas foram classificadas como restritivas à liberdade econômica.

Segundo o levantamento, há forte presença de propostas intervencionistas em diferentes espectros partidários. Legendas como Republicanos, Progressistas (PP) e PL teriam apresentado ao menos 40% de propostas com esse enfoque. O Novo foi o único partido citado como defensor da liberdade econômica em maior medida.

A conclusão do estudo sinaliza que o intervencionismo não é exclusivo de esquerda. A análise sugere uma característica estrutural do Legislativo, independentemente de quem governa. Dados de outra pesquisa recente indicam que 45% dos parlamentares se declaram de direita, 25% de centro e 21% de esquerda.

A abordagem aponta contradições entre propostas e bandeiras históricas de determinados blocos. Autores associam o fenômeno ao uso do Estado para questões econômicas, apontando que muitos agentes defendem o livre mercado apenas quando favorece seus interesses.

A coluna que repercute o tema é de Aluizio Falcão Filho, jornalista e publisher do portal Money Report. As opiniões do autor representam apenas o ponto de vista dele, não necessariamente o da BM&C News.

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