- Empresas que adotaram IA freiam o uso conforme o custo de implementação aumenta, com limites e direcionamento a opções mais baratas.
- A cobrança passou de assinaturas para tokens, tornando o custo por prompt mais visível e pressionando orçamentos.
- Uber informou limite de US$ 1.500 mensais em tokens; a Walmart também estabeleceu teto de uso, e a Code Puppy da varejista ganhou auras de maior demanda.
- Analistas veem crescimento no consumo de tokens e impacto no custo, com previsões de aumento significativo até 2030 e ajustes de preços por parte de grandes fabricantes de IA.
- Empresas menores, como a Workato, também enfrentam gasto maior com IA e estão buscando reduzir custos, usando modelos mais baratos e estratégias de economia.
As empresas aceleraram a adoção de ferramentas de IA entre colegas de trabalho, mas começam a frear o uso diante do aumento de custos. A cobrança por serviços de IA passou a ficar mais granular, com modelos que cobram por tokens, o que impacta diretamente o orçamento corporativo.
Entre as primeiras a impor limites estão Amazon, Walmart, Cisco, Uber e Meta. Elas restringem consumos, incentivam usos mais baratos e direcionam equipes a soluções de menor custo, para evitar estougios de gastos acima do previsto. A medida surge após a explosão inicial de investimentos em IA.
O crescimento do uso de agentes de IA, que executam tarefas com maior autonomia, elevou a demanda por processamento. Analistas destacam que o custo de computação entra no radar de diretores e conselhos, à medida que serviços passam a cobrar por unidades de dados processados.
A mudança é impulsionada pela transição de alguns serviços de assinatura fixa para cobrança por tokens. Essa cobrança mais direta expõe o custo de cada comando (prompt) e de cada fluxo de trabalho automatizado. CFOs veem o custo de IA tornando-se um fator central na gestão orçamentária.
Executivos destacam o desafio: a infraestrutura necessária para um único agente é muito maior do que para um simples chatbot. A demanda por tokens tende a crescer conforme o uso de IA evolui, ampliando a pressão sobre custos.
Especialistas apontam previsões de aumento expressivo no consumo de tokens até 2030, com impactos na disponibilidade de chips e no investimento de grandes laboratórios de IA. Mesmo assim, empresas continuam a ampliar o uso, buscando equilíbrio entre produtividade e custo.
Caso exemplificativo, o Uber informou que passou a limitar gastos a US$ 1.500 mensais por funcionário em tokens, após estourar o orçamento anual de IA para 2026. A empresa diz que a estratégia busca impedir desperdícios e orientar a escolha de ferramentas.
O Walmart divulgou teto similar para tokens usados em sua plataforma interna Code Puppy, com a diretoria explicando que o objetivo é reduzir gastos sem prejudicar atividades críticas. Em paralelo, Cisco ressalta a necessidade de balancear benefícios e custos de tokens.
Workato, empresa de software, relatou crescimento do uso de IA após funcionários adotarem agentes. Com a mudança de cobrança da Anthropic para tokens, houve impacto imediato no gasto, levando a revisão de estratégias para reduzir custos.
Analistas do Goldman Sachs projetaram que o uso de agentes de IA pode ampliar 24 vezes o consumo de tokens até 2030, o que agrava a demanda por infraestrutura. A Ever, por outro lado, observa que o ritmo de adoção deve continuar, com foco em gestão financeira de IA.
Fontes associadas às empresas mencionadas lembram que o custo por tokens e a disponibilidade de modelos de IA influenciam as decisões de compra e implantação. Enquanto o mercado busca aprimorar eficiência, as organizações mantêm o acompanhamento próximo dos gastos com IA.
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