- A plataforma Pump.fun oferece recompensas em criptomoedas para tarefas no mundo real, criadas por usuários.
- Algumas propostas são simples, como alimentar gatos de rua (US$ 71) ou doar roupas para caridade (US$ 114).
- Tarefas mais controversas incluem pedir demissão do emprego, despejar leite na cabeça ou andar pela cidade vestindo fantasia de gorila, com prêmios que vão de dezenas a centenas de dólares.
- O site já distribuiu mais de US$ 370 mil desde o lançamento em 4 de junho; cerca de US$ 200 mil em criptomoedas ainda estão disponíveis em cerca de 270 recompensas em aberto.
- Críticos alertam para riscos de exploração, humilhação e danos reais, além de questões de segurança, moderação e verificação do cumprimento das tarefas.
Uma nova plataforma de recompensas em criptomoedas está no centro de debates sobre ética, segurança e economia da atenção. O serviço permite que usuários criem missões, indiquem um valor e recebam provas de que outras pessoas cumpriram a tarefa no mundo real. O modelo é apresentado como um mercado de desafios, com pagamentos digitais que variam conforme a tarefa apresentada.
Chamadas de ações vão desde atividades banais até aquelas que geram controvérsia. Em alguns casos, os prêmios são modestos, como alimentar gatos de rua ou doar roupas para caridade, com pagamentos aproximados de US$ 71 e US$ 114. Em outros, o conteúdo envolve exposição pública, constrangimento ou riscos físicos, levantando questões de segurança e responsabilidade.
O serviço, conhecido como Pump.fun, ganhou tração desde seu lançamento no dia 4 de junho e tem sede na Califórnia, EUA. Dados de veículos de imprensa indicam que já foram distribuídos mais de US$ 370 mil em recompensas, e há cerca de US$ 200 mil em criptomoedas ainda disponíveis entre aproximadamente 270 tarefas em aberto. A plataforma diz manter regras de moderação, porém há dúvidas sobre a efetividade dessas salvaguardas.
Pontos-chave da plataforma e exemplos
Entre as propostas, há pedidos para atividades simples que já circulam como memes, porém com remuneração direta. A diversidade de tarefas mostra o leque de cenários em que a moeda digital atua para incentivar ações presenciais em locais públicos ou diante de terceiros.
Dois casos ganham destaque na cobertura: despejar um galão de leite sobre a cabeça enquanto se grita o nome de uma criptomoeda, rendendo US$ 72; e sair em público usando uma fantasia completa de gorila com a inscrição “$bountywork” no peito, faturando US$ 322. Tais exemplos ilustram o potencial de viralização associado aos pagamentos em criptoativos.
Desafios, riscos e o papel da moderação
Analistas alertam para riscos de danos reais, como invasão de privacidade, conflitos ou situações perigosas, especialmente quando há diferença econômica entre quem paga e quem aceita a tarefa. A discussão também envolve a monetização da atenção, conectando o fenômeno a dinâmicas de plataformas de memes e à economia cripto.
Críticos questionam a eficácia das regras de moderação e a verificação de cumprimento das tarefas. Perguntas permanecem sobre responsabilidade caso algo dê errado, fraudes e limites de conteúdo que devem ser barrados antes da publicação pública.
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