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46% dos profissionais na América Latina usam IA não autorizada

Quase metade dos profissionais latino-americanos usa IA não autorizada, sinalizando lentidão corporativa e riscos de compliance e retenção de talentos

'Shadow AI': 46% dos profissionais na América Latina usam IA não autorizada
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  • O estudo Future of Professionals 2026 aponta que 46% dos trabalhadores latino-americanos usam IA não homologada, impulsionados pela lentidão das empresas em adotar ferramentas oficiais.
  • Em organizações com adoção tecnológica mais lenta, o uso de IAs não autorizadas sobe para 55%.
  • Shadow AI expõe empresas a riscos jurídicos, vazamento de dados confidenciais e falhas regulatórias.
  • Há grande demanda por IA corporativa: 98% exigem proteção de dados confidenciais, 98% querem conteúdo verificado e 95% precisam que a IA apresente justificativas e raciocínios defensáveis.
  • Em termos de retenção, 72% dizem que acesso a IA de nível profissional seria decisivo na hora de aceitar uma nova proposta; 28% recusariam vaga sem essa tecnologia, e globalmente um em cada quatro profissionais considera pedir demissão em até dois anos.

A inteligência artificial já faz parte da rotina de trabalho na América Latina, especialmente em áreas como compliance, gestão de riscos e decisões estratégicas. Um alerta de gestores regionais aponta para o uso de IA não autorizada por parte dos colaboradores, sem aprovação formal das empresas.

Segundo o relatório Future of Professionals 2026, da Thomson Reuters, com mais de 1.800 profissionais em 62 países, 46% dos trabalhadores latino-americanos usam ferramentas de IA não homologadas. O fenômeno é chamado de Shadow AI e ele aumenta riscos de compliance e vazamento de dados.

A constatação reflete a discrepância entre a demanda por agilidade e a velocidade de adoção tecnológica pelas organizações. Em espaços onde a liderança é percebida como lenta, o uso de IAs não autorizadas atinge 55%.

Essa prática ocorre, em parte, pela busca por produtividade e pela necessidade de entregar resultados rapidamente. O debate migra de apenas ter tecnologia para assegurar que haja auditoria interna sobre decisões.

Paralelamente, profissionais demonstram alto nível de preocupação com segurança e qualidade de dados. Entre as exigências, 98% querem proteção total de dados confidenciais, 98% conteúdo verificado e 95% justificativas e raciocínios defensáveis na IA.

Impacto no recrutamento e retenção

A disponibilidade de IA corporativa torna-se diferencial de contratação. Segundo a pesquisa, 72% afirmam que esse acesso seria decisivo para aceitar uma nova proposta, enquanto 28% recusariam vagas sem a tecnologia adequada.

Globalmente, um quarto dos trabalhadores que enfrentam falta de suporte tecnológico cogita pedir demissão em até dois anos, sinalizando efeito direto na retenção de talentos.

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