- A vinícola Andreola, de Valdobbiadene, desenvolve espumantes e vinhos tranquilos a partir de um vinhedo de nove hectares em Sedico, nos Dolomites, a 650 metros de altitude.
- O projeto, iniciado em 2017 pelo proprietário Stefano Pola, envolve Chardonnay, Pinot Noir, Rhine Riesling e Traminer, buscando se afastar da identidade única do Prosecco.
- A equipe adaptou práticas de vinificação à altitude mais baixa, reduzindo rendimento, ajustando condução das vinhas e abrindo menos folhas para equilibrar maturação em clima mais frio.
- O portfólio Alture inclui Extra Brut Chardonnay e um Pinot Noir rosé pálido, ambos com 36 meses de garrafa, além de Riesling, Traminer e Chardonnay em vinhos tranquilos.
- O objetivo é criar “champanização” local sem imitar os estilos mais ricos do nordeste italiano, mantendo a identidade de uma produção de espumante premium italiana em vez de depender do rótulo Prosecco.
Valdobbiadene não é o único cenário da Andreola. A vinícola está desenvolvendo espumantes e vinhos tranquilos de um vinhedo de nove hectares em Sedico, na Dolomita de Belluno, a 650 metros de altitude. O projeto expõe a intenção da família de ser reconhecida como produtor de espumante italiano premium, além de Prosecco.
O terreno de Sedico oferece solos calcários e um relevo que marca diferença em relação a Valdobadene. O manejo no vinhedo é adaptado a encostas amplas, com espaço para maquinaria e deslocamento entre as áreas de produção até a fábrica.
Antes restrita ao Glera, a Andreola vem plantando Chardonnay, Pinot Noir, Rhine Riesling e Traminer desde 2017 em Sedico. A mudança envolve abandonar três premissas do estilo tradicional da região e buscar maturação mais lenta em clima mais frio.
O enólogo Mirco Balliana destacou que temperaturas são cerca de 3 a 4°C mais baixas do que em Valdobbiadene. Nessa condição, práticas para proteger a uva da radiação podem mudar, com redução de carga e poda para favorecer a exposição solar necessária.
As bases para o método tradicional incluem Chardonnay e Pinot Noir, com Chardonnay base lançada em 2020. Pinot Noir foi revisado após a fermentação malolática, que passou a não atender ao frescor desejado. O portfólio de Alture inclui Extra Brut Chardonnay e um rosé de Pinot Noir, ambos maturados por 36 meses em garrafa.
Ainda em vinificación, as uvas Riesling, Traminer e Chardonnay aparecem como vinhos tranquilos. Não há tentativa de copiar estilos mais encorpados do leste europeu; o foco é manter acidez e leveza, com potencial alcoólico de 12% em muitas safras.
A estratégia de branding aponta para separar Sedico do rótulo Prosecco. A Andreola já reduziu a expressão Prosecco desde 2007 e concentrou a identidade na Valdobbiadene DOCG, buscando reconhecimento pela qualidade regional.
Além disso, a produção de vinhos Rive, originários de parcelas específicas, reforça a ideia de terroir. A empresa trabalha com cerca de 110 hectares em 250 parcelas, com sete vinhos Rive que destacam distintas vinhas, solos e exposições.
A oferta de sedico permanece limitada, com volumes voltados a garrafas de amadurecimento de três anos no mínimo. Pequenas cotas já chegaram ao Reino Unido, aos EUA e a mercados europeus, após o acúmulo de estoque necessário para distribuição mais ampla.
Em resumo, Sedico funciona como laboratório de identidade para a Andreola, abrindo espaço para Chardonnay, Pinot Noir, Riesling e Traminer sem associá-los diretamente ao conjunto de Prosecco. O projeto destaca o contraste entre o cenário Dolomitas e as encostas de Valdobbiadene.
Entre na conversa da comunidade