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Boletim Focus aponta piora nas projeções de inflação pela 15ª semana

Inflação para 2026 sobe a 5,33%, e mercado projeta apenas um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14% em agosto, com PIB ainda resiliente

Créditos: depositphotos.com / sochodolak.pa@gmail.com
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  • Focus mostra piora nas projeções de inflação pela 15ª semana consecutiva, com IPCA estimado para 2026 subindo de 5,30% para 5,33%; 2027 e 2028 também avançam.
  • O movimento reflete persistência das pressões inflacionárias e dificuldade de convergência das expectativas para a meta do Banco Central.
  • Economistas projetam apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic neste ano, levando a taxa a 14% na reunião de agosto, frente a expectativa anterior de fim de ciclo próximo de 12,5%.
  • O PIB volta a crescer, indicando atividade econômica resiliente, o que dificulta um alívio monetário mais acelerado devido ao risco de pressões inflacionárias.
  • O mercado acompanhará o boletim com atenção nas próximas semanas, especialmente diante da ata do Copom.

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (22) indica piora nas projeções de inflação para o Brasil, antes da divulgação da ata do Copom. Economistas revisaram para cima as estimativas, apontando um cenário mais desafiador para a política monetária.

A projeção de inflação para 2026 subiu pela 15ª semana consecutiva, de 5,30% para 5,33%. As projeções para 2027 e 2028 também aumentaram, refletindo a persistência das pressões inflacionárias e a dificuldade de convergir as expectativas para a meta definida pelo Banco Central.

Expectativa de ajuste na Selic passa a prever apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual neste ano, levando a taxa a 14% na reunião de agosto. Antes das tensões no Oriente Médio, a estimativa era de juros próximos a 12,5% no fim do ciclo.

Cenário macroeconômico e impactos

Apesar da inflação mais pressionada, o Focus revisou adiante a projeção para o PIB, indicando que a atividade econômica permanece resiliente. Esse choque de contas dificulta um alívio monetário mais intenso, já que um PIB mais forte tende a sustentar pressões sobre os preços.

O resultado serve de indicação para investidores e para o radar do Banco Central, que precisa equilibrar controle inflacionário com condições para a atividade econômica. As mudanças nas projeções devem ser observadas nas próximas semanas conforme dados oficiais emergem.

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