- Rafael Oliveira, brasileiro de 51 anos, será o novo CEO global da Heineken a partir de 1º de outubro; a decisão foi anunciada pela empresa.
- Ele comandava desde novembro de 2024 a JDE Peet’s, holding holandesa de café e chá, e liderará o negócio de cerveja da Heineken, que deverá abrir capital da Future Global Coffee Co. no fim do ano.
- Oliveira tem passado pela Goldman Sachs e pela Kraft Heinz, onde ocupou posições de liderança em operações na Austrália, Europa e global; sua gestão na Peet’s é apontada como destaque que chamou a atenção da Heineken.
- A escolha ocorre sob a presidência de Peter Wennink, que assumiu a posição de chairmain em abril de 2025, buscando um modelo mais alinhado ao momento do mercado e às mudanças de comportamento do consumidor.
- Em reação, as ações da Heineken subiram 2,2%, enquanto as da Anheuser-Busch InBev subiram 1,9%; a corporação brasileira é vista como relevante para o crescimento da empresa no maior mercado da Heineken, o Brasil.
Rafael Oliveira, brasileiro de 51 anos, será o novo CEO global da Heineken a partir de 1º de outubro, conforme anúncio da empresa. O executivo deixa o comando da JDE Peet’s, holding holandesa de café e chá, para assumir a vaga que ficou em aberto após a saída de Dolf van den Brink em janeiro.
Nascido no Rio de Janeiro e atualmente morando em Amsterdã, Rafael atuou na Goldman Sachs por uma década e na Kraft Heinz por mais dez anos, ocupando posições de liderança em unidades na Austrália, Europa e global. Ele passou a chefiar a JDE Peet’s em novembro de 2024, em meio a mudanças estratégicas do grupo adquirido pela Keurig Dr Pepper.
O histórico recente de Rafael na Peet’s foi apontado como ponto-chave pela gestão da Heineken. Em um ano, o valor de mercado da empresa aumentou aproximadamente 50%, após ele reduzir investimentos em máquinas de café e concentrar esforços no core business. Executivos próximos a ele descrevem o perfil como forte na área comercial e disciplinado financeiramente.
Perfil do novo CEO
A decisão faz parte de uma readequação de liderança na Heineken, que ocorreu sob a supervisão de Peter Wennink, chairmen desde 2025. A escolha também reforça a presença de brasileiros no topo de grandes empresas de bebidas, em um momento de transição setorial frente às mudanças no comportamento do consumidor.
Para o mercado, a nomeação sinaliza uma estratégia de longo prazo que valoriza o Brasil, o maior mercado da Heineken, com potencial de crescimento. Embora Rafael não tenha experiência prévia no ramo cervejeiro, analistas veem como um desafio significativo alinhar estrutura e alocação de capital ao novo contexto.
A reação do mercado foi mista, com ações da Heineken registrando alta após o anúncio. A concorrência reagiu de forma diversa, acompanhando a movimentação do setor de bebidas em nível global.
A Heineken vale cerca de € 41 bilhões na bolsa, em contraste com a InBev, avaliada em cerca de € 131 bilhões. A transição de comando ocorre em um momento de ajustes estratégicos para grandes grupos globais de bebidas.
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