- Em 23 de junho de 2016, 17 milhões de eleitores (52% dos que votaram) apoiaram a saída do Reino Unido da União Europeia, iniciando o divórcio que ocorreu ao longo de cinco anos.
- A economia britânica ficou entre 4% e 8% menor do que seria se o país tivesse permanecido na UE; as exportações para a UE caíram 14% em seis anos, com aumento de burocracia e barreiras não tarifárias.
- A migração mudou: a migração líquida caiu de mais de 900 mil em 2023 para 171 mil no ano seguinte; a livre circulação foi encerrada, e entradas irregulares pelo Canal da Mancha seguem gerando debate político.
- Metade dos eleitores quer voltar à UE: pesquisas da Ipsos indicam que 52% gostariam de reingressar ao bloco, 33% são contrários.
- Politicamente, o Reino Unido permanece dividido e sem consenso sobre o futuro: o Partido Trabalhista, no poder desde 2024, não pretende reverter o Brexit, mas busca redefinir relações comerciais com a UE, com a perspectiva de o país ter o sétimo primeiro-ministro em dez anos.
Foram as urnas a definir, em 23 de junho de 2016, o destino do Reino Unido fora da União Europeia. A adesão foi de 52% a favor do Brexit, com 17 milhões de votos, em meio a uma votação histórica de impacto econômico e social. Ao longo de cinco anos, a saída foi concluída e moldou o cenário político e econômico do país.
A decisão provocou mudanças profundas na economia britânica, com estimativas de que o PIB esteja 4% a 8% abaixo do que seria se o país tivesse permanecido no bloco. Economistas citados destacam enfraquecimento gradual do comércio, investimento e produtividade, além de quedas nas exportações para a UE.
A migração também foi reformulada: o fim da livre circulação reduziu a imigração líquida da UE, mas elevou a de países fora do bloco, para compensar a escassez de mão de obra em setores como cuidados. Ainda assim, o saldo migratório atingiu 171 mil em 2024, segundo pesquisas, sinalizando tendência de desaceleração.
Economia e Mercado
A queda nas vendas externas para a UE persiste, com a principal relação comercial britânica enfrentando burocracia, certificação e restrições de visto, apesar da ausência de tarifas. Defensores do Brexit afirmam que os impactos são parte de uma fase de ajuste necessária para maior controle político.
Especialistas ressaltam que o efeito agregado da saída ainda não se traduz em um colapso abrupto, mas em um enfraquecimento gradual da capacidade britânica de competir. Observa-se, ainda, retração em setores produtivos e menor dinamismo de investimentos.
Migração
O fim da livre circulação alterou o perfil migratório: entradas de europeus caíram, enquanto escolhas por migrantes de fora da UE subiram para suprir demandas de serviços e infraestrutura. A mudança de regras de visto ajudou a recompor a força de trabalho em áreas com déficit.
Entretanto, o debate público manteve-se intenso, com críticas sobre planos de integração e custos sociais. A experiência de governos diferentes nos últimos anos reflete a busca por equilíbrio entre controle de fronteiras e competitividade econômica.
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