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Compradores aguardam café do Brasil enquanto produtores seguram venda

Compra de café brasileiro aguarda safra recorde de 75,3 milhões de sacas; produtores seguram vendas diante de estoques baixos e volatilidade no mercado

Produtor segura grãos de cagé robusta em plantação no Espírito Santo
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  • Espera-se safra brasileira de aproximadamente 75,3 milhões de sacas na temporada atual, um recorde.
  • Estoques nas Bolsas dos EUA e da Europa estão no nível mais baixo desde março de 2024, o que alimenta volatilidade no mercado futuro.
  • Vendas dos produtores estão abaixo do usual: pouco mais de 20% da safra de arábica já foi vendida até 11 de junho, e robusta, 14%.
  • O contrato de arábica para julho negocia com prêmio de cerca de US$ 0,10 por libra em relação ao de setembro, sinalizando escassez de oferta próxima.
  • El Niño e chuvas recentes afetam a safra: há possibilidade de chuvas reduzidas na floração e no enchimento dos grãos, elevando a volatilidade do mercado.

Comerciantes apostam que a safra recorde do Brasil pode conter a crise de oferta global, mas produtores locais não têm pressa em vender. A expectativa é de 75,3 milhões de sacas na safra atual, o maior volume já registrado no país.

Os estoques nos armazéns da Bolsa de Nova York e da Bolsa de Londres seguem no menor nível desde março de 2024, o que alimenta a volatilidade no mercado futuro. A oferta futura se mantém apertada, mesmo com a colheita esperada em recorde.

A diferença entre contratos de arábica para julho e setembro indica disponibilidade de entrega mais rápida ainda restrita. Produtores costumam vender parte da safra para cobrir custos, mas o atual ciclo não exige vendas rápidas, diante de lucros recentes.

Mercado, clima e perspectivas

Pouco mais de 20% da safra de arábica já foi vendida até 11 de junho, e a robusta do Espírito Santo fica 10% abaixo da temporada passada. O gerente da cooperativa Cooabriel aponta que a venda da robusta está em torno de um quarto da média histórica.

A expectativa sobre o El Niño, que entra em vigor, aumenta a incerteza. Caso haja redução de chuvas na floração (julho a setembro) ou no enchimento dos grãos (novembro a janeiro), podem ocorrer perdas. Especialistas ressaltam volatilidade nos próximos meses.

Analistas destacam que o cenário com estoques reduzidos e demanda global aquecida sustenta a sensibilidade dos preços. O Rabobank aponta que a atual janela de entregas deve conservar volatilidade no mercado futuro.

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