- Brent caiu para US$ 77,90 o barril e o WTI ficou em US$ 73,86, com o movimento impulsionado pela percepção de menor risco de interrupção na oferta.
- Mediadores do Catar e do Paquistão indicaram avanços entre EUA e Irã, com planos de alcançar um acordo de paz em até sessenta dias e um canal de segurança para o tráfego no Estreito de Ormuz.
- O Tesouro dos Estados Unidos autorizou, por sessenta dias, a produção, entrega e venda de petróleo iraniano, além de permitir importação pelos EUA e pagamentos em dólares, vinculados aos avanços nas negociações e à garantia de navegação em Ormuz.
- Analistas destacam que o cenário ainda não está normalizado e o principal teste será a recuperação dos fluxos de petróleo e gás natural líquido do Golfo Pérsico, com incertezas sobre a retomada das exportações.
- Brasil ganha espaço na oferta global: a Opep aponta o país entre os principais impulsionadores da produção fora do cartel; a Firjan indica queda de produção em 2025, com recuperação em 2026, enquanto a Petrobras avança em projeto bilionário de combustível renovável visando 2030.
O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira, reduzindo o prêmio de risco ligado ao Oriente Médio. Os contratos de Brent para setembro caíram para US$ 77,90 o barril, baixa de 3,31%, em Londres, enquanto o WTI para agosto recuou 2,62%, a US$ 73,86, em Nova York. A melhora no cenário de tensões entre EUA e Irã influenciou o movimento.
Familia de negociações e possibilidade de acordo também pesou sobre o mercado. Mediadores do Catar e do Paquistão indicaram avanço de Washington e Teerã para um acordo de paz definitivo em até 60 dias, com um canal de segurança de navegação no Estreito de Ormuz sendo estabelecido. O governo dos EUA autorizou, por 60 dias, a produção, entrega e venda de petróleo iraniano, incluindo importações, com pagamentos em dólares.
Avanço nas negociações EUA-Irã
A medida de Washington está associada à promessa de Irã em manter a livre navegação em Ormuz e aceitar a presença de inspetores da AIEA. Analistas veem menor risco de interrupção prolongada de oferta global, diante de sinais de flexibilização de sanções ao petróleo iraniano e possível liberação de ativos congelados.
Panorama da oferta brasileira
Ao mesmo tempo, o mercado acompanha projeções sobre o papel do Brasil na oferta global. A Opep aponta o país entre os principais impulsionadores da expansão de produção fora do grupo, ao lado de Canadá, Catar e Argentina. A Firjan indica crescimento da produção brasileira, que chegou a 3,8 milhões de barris por dia em 2025 e avançou 10% nos primeiros quatro meses de 2026, para mais de 4,1 milhões.
Petrobras avança em renováveis
Na ação, Petrobras registrou alta nas negociações da B3 após anunciar investimento de US$ 1,2 bilhão na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, para implantação de uma planta de bioquerosene de aviação e diesel renovável. A unidade terá capacidade de até 15 mil barris por dia e deve entrar em operação em 2030.
Entre na conversa da comunidade