Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Queda na pressão de carne e hortifrúti ajuda a segurar a inflação de alimentos

Oferta maior de carne suína e frango e melhora de hortifrúti reduzem a pressão sobre alimentos, abrindo espaço para queda de preços em julho após a Copa

Vaivém das Commodities
0:00
Carregando...
0:00
  • A inflação de alimentos desacelera, puxada pela menor pressão das carnes e de produtos in natura, mesmo com demanda maior durante a Copa e festas juninas.
  • Carne suína e frango ganham participação do consumidor; a carne bovina continua pressionada, porém com ritmo de alta menor.
  • A possibilidade de queda de preços da carne bovina deve ocorrer a partir da segunda quinzena de julho, com fim da Copa, festas e período de férias.
  • Brasil exportou setecentos e vinte e quatro mil toneladas de carne para a China até maio, representando sessenta e cinco vírgula quatro por cento da cota anual de 1,1 milhão; reflexos da cota podem aparecer a partir de outubro para 2027.
  • A União Europeia planeja interromper compras em setembro, o que pode gerar impacto nos preços; a oferta de carne suína alta ajuda a conter custos, enquanto os produtos in natura ainda sobem, mas em ritmo menor.

A inflação dos alimentos desacelerou em maio e junho, influenciada pela queda no ritmo de alta da carne e dos itens in natura. A carne bovina avançou menos que as outras proteínas, abrindo espaço para suína e frango ganharem preferência entre os consumidores.

Segundo o Cepea, a carne suína caiu cerca de 6% neste ano, enquanto o frango recuou 4,5%. A carne bovina, porém, acumula alta de aproximadamente 11,5%, mantendo pressão sobre o preço ao consumidor por conta do custo de produção e da faixa de abates.

A explicação envolve a diferença entre produção e demanda. Com a Copa e festas juninas, houve demanda aquecida, mas o ritmo de alta da bovina desacelerou, mantendo-se pressionado até por fatores de cadeia. A projeção aponta novo recuo a partir da segunda quinzena de julho, com o fim dos eventos sazonais.

A China segue influenciando o quadro exportador brasileiro. O Brasil já exportou cerca de 724 mil toneladas até maio, preenchendo boa parte da cota anual. A partir de outubro, a cota aumenta, o que pode reacender as compras para 2027, impactando os preços no curto prazo.

A União Europeia tem interrupção programada para setembro, o que pode afetar a operação de exportação. Mesmo assim, a demanda externa europeia continua relativamente alta, e o preço da carne bovina no continente costuma ser elevado, pesando na formação de preço internacional.

No mercado interno, a percepção é de queda de ritmo para o preço da carne bovina, principalmente para abastecer o consumo doméstico. A expectativa é de que, com a redução de demanda externa e maior oferta interna, o custo ao consumidor reduza nos meses de julho e agosto.

Entre os itens in natura, a alta acompanha a recuperação de oferta. A pressão persiste, mas amolece em cebola, laranja, maçã, mandioca e verduras, com melhora na disponibilidade. O tomate continua contribuindo para a inflação de alimentos, ainda assim em ritmo menor que nos meses anteriores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais