Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Selic é ferramenta essencial para combater inflação, diz Gilvan Bueno

Selic pode chegar a 14% ao fim de 2026, aponta Focus; conflito no Estreito de Hormuz eleva custos e pressiona a inflação, com efeito tardio

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • O boletim Focus aponta a Selic ao fim de 2026 em 14%, marcando a 15ª alta consecutiva na projeção para a inflação deste ano.
  • O colunista Gilvan Bueno afirma que a elevação da taxa é a ferramenta disponível para combater a inflação antes que afete o orçamento das famílias.
  • O conflito no Estreito de Hormuz é apontado como um dos principais motores da pressão inflacionária, devido à importância da região para energia e insumos.
  • Alterações na política de juros não têm efeito imediato; uma variação de 0,25 ponto percentual pode levar cerca de seis meses para chegar às famílias.
  • Choques de oferta dos últimos anos, potencial acordo no Hormuz e impactos acumulados devem ser absorvidos mais plenamente apenas em 2027, segundo a análise.

O mercado financeiro elevou a previsão para a taxa Selic, projetando 14% ao final de 2026, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (22). A revisão marca a 15ª alta consecutiva na projeção de inflação para este ano, indicando pressão persistente nos preços.

O analista Gilvan Bueno, colunista da CNN Money, explicou no CNN 360º que o aumento esperado da Selic funciona como ferramenta de contenção da inflação antes que ela afete ainda mais o orçamento das famílias. Segundo ele, a política monetária precisa agir para reduzir a pressão de preços que vem se mantendo elevada.

Conflito no Estreito de Hormuz aparece entre os principais fatores da inflação, de acordo com Bueno. A região representa cerca de 20% da capacidade energética global, influenciando o custo de petróleo, gás natural e fertilizantes, insumos que impactam transporte, alimentação e indústria.

Ele destacou que o conflito, iniciado no fim de fevereiro, tende a manter as expectativas de inflação elevadas até a assinatura de um acordo entre as partes envolvidas. Enquanto não houver acordo formal, a pressão inflacionária pode persistir.

Além disso, Bueno alertou que alterações na política de juros demoram meses para se refletirem nas famílias. Em uma economia com mais de 10 trilhões de reais, um ganho de 0,25 ponto pode levar cerca de seis meses para ser sentido no dia a dia.

O analista mencionou que o Brasil enfrenta choques de oferta recentes: pandemia, guerra entre Rússia e Ucrânia e agora a tensão no Estreito de Hormuz. Os impactos completos, segundo ele, devem ocorrer plenamente a partir de 2027, caso haja acordo o quanto antes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais