- A Timbro projeta faturar R$ 7 bilhões no agronegócio em 2026, um crescimento de R$ 1 bilhão sobre 2025, apoiado pelo maior volume embarcado, principalmente de grãos.
- A empresa pretende exportar 1 milhão de toneladas de grãos, 300 milhões de litros de etanol e 180 mil toneladas de algodão; as exportações de açúcar devem somar 1,7 milhão de toneladas, estáveis frente ao ano anterior.
- O China responde por cerca de 20% dos negócios agro da Timbro e representa 60% das operações totais da empresa, que também trabalha com alumínio e minérios.
- A Timbro atua da originação à distribuição, com escritórios em Dubai, Xangai, Chicago e Genebra, e busca ampliar a atuação no comércio exterior, incluindo vendas diretas à Europa.
- Investimentos em infraestrutura logística são avaliados para reforçar a exportação, com a ideia de verticalizar as operações do agro, incluindo possíveis terminais dedicados.
A Timbro projeta faturar R$ 7 bilhões no agronegócio em 2026, um aumento de R$ 1 bilhão na comparação com 2025. O crescimento virá do maior volume embarcado, principalmente de grãos, segundo Pietro Costantino, head de agro. A empresa pretende exportar 1 milhão de toneladas, ante 600 mil em 2025, e também 300 milhões de litros de etanol e 180 mil toneladas de algodão. Em relação ao açúcar, a previsão é de 1,7 milhão de toneladas embarcadas, semelhante ao ano anterior.
A Timbro busca estreitar relações com a China, que responde por cerca de 20% dos negócios agro. O país domina 60% das operações totais da trading, que também atua com alumínio e minérios. A empresa atua da originação à distribuição, com escritórios em Dubai, Xangai, Chicago e Genebra, e atua no setor de café, financiando produtores e realizando vendas diretas à Europa. No setor de carnes, visa ampliar o volume de proteínas congeladas para a China.
Logística
Investimentos para reforçar a infraestrutura de exportação estão sob avaliação, incluindo terminais para escoamento de produtos agrícolas, sem local definido. A estratégia é semelhante à usada pela Timbro em Cariacica (ES), onde opera um terminal dedicado à importação de veículos elétricos de montadoras chinesas, com objetivo de verticalizar operações no agro.
Nova fronteira
O Grupo BLB, de Ribeirão Preto (SP), expandiu para Goiânia (GO) em maio e projeta faturar R$ 43 milhões em 2026, 20% acima de 2025. A consultoria atende empresas que faturam alto, mas mantêm gestão informal, segundo o CEO Rodrigo Barbeti. A BLB atua com 80 clientes no agro, incluindo Cargill Bioenergia, Ihara e Vittia.
Expansão regional
No Rio Grande do Sul, o BLB atende dez empresas, como 3tentos e Be8, e planeja abrir um escritório em Porto Alegre em 2027. A empresa busca aquisições no setor e espera fechar ao menos um acordo ainda neste ano. A atuação no agro será o eixo da expansão gaúcha, afirma Barbeti.
Nova aposta latino-americana
A Zebuembryo, de Uberaba (MG), mira África como principal mercado já em 2027, substituindo a América Latina. Hoje presente em seis países africanos, a empresa pretende chegar a 10 até o fim deste ano. Humberto Rosa, diretor de negócios, estima que 35% a 40% das exportações vão para a África em 2026, com potencial de 60% a 70% em 2027. Nos últimos dois anos, já exportou cerca de 10 mil embriões para a região.
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