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Tokenização sobe 40% e atinge US$ 51 bi em disputa por ações on-chain

RWAs passam de US$ 51 bilhões, alta de 40% no ano, com disputa entre Coinbase, Robinhood, Figure e Securitize impulsionando ações tokenizadas onchain

Imagem da matéria: Tokenização salta 40% e supera US$ 51 bilhões com disputa por ações onchain, diz Bernstein
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  • O mercado de ativos do mundo real tokenizados (RWAs) passou de US$ 51 bilhões, crescimento de 40% em um ano, mesmo com a queda do cripto no mesmo período.
  • A primeira classe é crédito privado (aproximadamente 47% do total), seguida por títulos do Tesouro dos EUA (cerca de 30%) e commodities (cerca de 9%).
  • Ethereum e Provenance concentram mais de 70% dos RWAs, com 33% e 39% da atividade, respectivamente; o número de detentores já superou 917 mil.
  • Existem dois modelos de negócio em disputa: infraestrutura de negociação (broker-dealers, ações reais em custódia com tokens; exemplo clássico é a Robinhood na UE) e infraestrutura de liquidação/bolsa (blockchain como camada de liquidação, direitos completos aos detentores).
  • Entre as plataformas, Figure lidera com US$ 18,9 bilhões; Securitize tem US$ 4,3 bilhões; outros players relevantes incluem Ondo, Circle e Tether; volumes mensais de ações tokenizadas atingiram US$ 5,3 bilhões em junho.

O mercado de ativos do mundo real tokenizados (RWAs) superou US$ 51 bilhões, segundo a Bernstein. O ganho é de 40% no ano, em meio à queda de cerca de 20% no mercado cripto. A sinalização é de maior interesse institucional pela tokenização.

A pesquisa aponta que o crédito privado responde por quase metade do valor total, cerca de 47%. Títulos do Tesouro aparecem com ~30% e commodities, ~9%. Ethereum e Provenance concentram mais de 70% da atividade.

O número de detentores de RWAs tokenizados já passa de 917 mil, registrando crescimento próximo de 60% no ano. A tendência mostra aplicação concreta em crédito, renda fixa, commodities e ações.

Dois modelos disputam o futuro das ações tokenizadas

Um modelo concentra infraestrutura de negociação: broker-dealers compra ações reais, mantêm em custódia e emitem tokens. Robinhood na UE é citado pela Bernstein como exemplo dessa abordagem, com negociação 24/7 e liquidação em tempo real.

Outro modelo foca na liquidação e na bolsa: a blockchain funciona como camada de liquidação de ações emitidas pelas próprias empresas, conferindo direitos plenos aos detentores. Figure, Bullish e Securitize avançam nesse caminho regulado.

A Coinbase adotou o que a Bernstein chama de “bolsa única multiativos”, lançando ações tokenizadas para investidores fora dos EUA e mantendo um mercado de derivativos cripto regulado para americanos. O objetivo é reunir várias classes de ativos numa plataforma única.

Regulação pode destravar a próxima fase

A Bernstein indica que avanços regulatórios são decisivos para o próximo ciclo. A SEC propôs flexibilizar regras para trocas descentralizadas de ações tokenizadas, abrindo caminho para menos dependência de roteamento tradicional.

Em 2025, a SEC já enviou carta de no-action para piloto da DTC e aprovou propostas da NYSE e Nasdaq para negociar valores mobiliários tokenizados. Uma eventual isenção de inovação é citada como possível catalisador.

Os volumes mensais já mostram aceleração: US$ 5,3 bilhões em junho, frente a US$ 3,6 bilhões em maio. O crescimento vem mesmo com o recuo de ativos digitais tradicionais no ano.

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