- O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, afirmou que “brigar com o governo nunca é bom” diante da ameaça da Anfavea de contestar cotas na Justiça.
- A Anfavea ameaça recorrer à Justiça caso o benefício para importação de carros híbridos e elétricos seja renovado; a decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) é esperada para terça-feira, dia 23.
- O presidente da Anfavea, Igor Calvet, informou que o Comitê de Alterações Tarifárias (CAT) recomendou a volta das cotas na reunião de sexta-feira anterior, citando risco aos investimentos de aproximadamente R$ 140 bilhões anunciados pelas montadoras.
- A BYD sustenta que a isenção de imposto para importação foi pactuada para viabilizar os investimentos da fábrica em Camaçari, Bahia, e que a transição exige maior conteúdo nacional.
- Calvet disse que mudanças no cronograma para elevar o imposto de importação para carros montados, até 35%, podem romper o pacto, abrindo espaço para judicialização caso ocorram.
O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, afirmou que brigar com o governo nunca é bom, ao comentar a ameaça da Anfavea de recorrer à Justiça para contestar cotas na importação de veículos híbridos e elétricos. A declaração ocorreu após a entidade representing montadoras tradicionais anunciar a possibilidade de medidas jurídicas diante de mudanças previstas.
A Anfavea sinalizou que pode acionar o judiciário caso haja retorno das cotas de importação, que vigoraram por seis meses até janeiro. A pressão acontece à espera de decisão da Camex sobre a renovação dos benefícios, prevista para terça-feira, 23. O tema concentra atenções sobre investimentos anunciados pelas montadoras.
Contexto e impactos
Segundo Igor Calvet, presidente da Anfavea, informações não oficiais indicam recomendação do CAT pela volta das cotas. A direção reconhece riscos aos investimentos de cerca de R$ 140 bilhões feita pelos associados, incluindo a BYD, que opera fábrica em Camaçari, na Bahia, com produção de veículos finalizados localmente.
Baldy reforçou que os benefícios de importação foram acordados para viabilizar investimentos no complexo baiano e que a isenção é necessária na transição rumo a maior conteúdo nacional na produção. A BYD afirma cumprir o compromisso com o Brasil, gerando empregos e atraindo investimentos estrangeiros.
Próximos passos
Calvet disse que o máximo aceitável é o cronograma previamente negociado para o aumento gradual do imposto de importação, sem romper o acordo firmado. Ele citou falta de transparência na divulgação pública das decisões e informou que soube da renovação das cotas por meio de fontes do CAT, não confirmadas pelos portais oficiais.
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