- Bruno Moreira, CEO da Energ, afirma em entrevista à CNN Brasil que o Brasil precisa superar entraves para atrair data centers de grandes investidores estrangeiros.
- O setor é visto como oportunidade econômica, pela combinação de energia limpa e custos competitivos, porém exige infraestrutura energética robusta e confiável.
- Big techs consideram a segurança energética essencial, e atrair esses empreendimentos seria, na prática, uma exportação de energia com maior valor agregado.
- Moreira cita um data center inaugurado no Nordeste que opera em circuito fechado e não utiliza água, usando o exemplo para discutir impactos ambientais.
- Sobre a eventual redução da jornada de trabalho 6×1, ele afirma que mudanças precisam vir com aumento de produtividade e redução da burocracia; baixar a jornada sem ganhos de eficiência pode elevar custos para o consumidor.
Em entrevista à CNN Brasil, Bruno Moreira, CEO da Energ, destacou os obstáculos brasileiros para atrair investidores estrangeiros interessados em instalar grandes polos de data centers no país. O objetivo é oferecer infraestrutura estável de energia e atrair capital para o setor.
Moreira aponta que a segurança energética é um requisito fundamental para as big techs. Ele defendeu que a instalação desses empreendimentos pode representar exportação de energia com maior valor agregado, com energia limpa e competitiva frente a mercados globais.
O executivo citou a necessidade de reduzir entraves burocráticos para concorrer com outros países na disputa por data centers. Também destacou que o Brasil já possui energia barata e renovável, o que, segundo ele, é um diferencial estratégico.
Na visão de Moreira, um data center exige infraestrutura energética robusta e confiável. Ele afirmou que grandes operações demandam garantia de fornecimento contínuo de energia para evitar interrupções.
O comentário sobre o impacto ambiental foi reforçado com referência a um data center no Nordeste que opera em circuito fechado e não utiliza água. Segundo o CEO, avanços ambientais devem acompanhar a expansão do setor.
Produtividade, burocracia e jornada de trabalho
Moreira ressaltou que qualquer mudança na jornada de trabalho deve vir acompanhada de aumento de produtividade e redução da burocracia. Ele argumentou que reduzir a jornada sem ganhos de eficiência eleva custos para consumidores.
Para o desenvolvimento do país, o executivo afirmou que empregadores e trabalhadores precisam colaborar para alavancar produtividade, melhoria regulatória e qualidade de vida. Não houve conclusão ou opinião pessoal; o foco é informar os temas tratados.
Entre na conversa da comunidade