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Brasil já é o que a Alemanha quer para 2040, diz CEO da EDP América do Sul

CEOs destacam que o Brasil já mostra transição energética robusta com matriz limpa, frente à alta demanda de data centers e à descarbonização

CEOs contaram em painel no Energy Summit como estão redesenhando o setor, com o advento do novo sistema elétrico
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  • O Energy Summit, realizado na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, de 23 a 25 de maio, discute o futuro do setor elétrico, inovação e sustentabilidade.
  • O CEO da EDP América do Sul, João Brito Martins, afirmou que o Brasil já vive uma transição energética robusta com matriz limpa, destacando que o país serve de modelo para o mundo.
  • Entre os principais temas, está a ampliação de data centers, impulsionada pela IA e pela computação em nuvem, e o desafio de conciliar crescimento da demanda com metas de descarbonização.
  • Participaram da mesa, além de Martins, o CEO da Axia Energia, Ivan Monteiro; o CEO da Light, Alexandre Nogueira; e o CEO da Hitachi Energy, Glauco Freitas, que ressaltaram a necessidade de ampliar outras fontes renováveis e assegurar a disponibilidade de energia.
  • Os empresários destacaram ainda a necessidade de levar eletricidade a mais pessoas, enfrentar eventos climáticos que afetam a água e contar com reguladores para manter a estabilidade, qualidade e segurança da rede.

O CEO da EDP América do Sul, João Brito Martins, afirmou que o Brasil já protagoniza a transição energética com uma matriz limpa, mesmo diante dos desafios do setor. A declaração foi feita na abertura da mesa “O novo sistema elétrico: como os CEOs estão redesenhando o setor”, no Energy Summit realizado no Rio de Janeiro.

O evento ocorre na Marina da Glória, de 23 a 25 de setembro, reunindo grandes nomes do setor para discutir energia, inovação e sustentabilidade. Participaram da mesa os CEOs Ivan Monteiro (Axia Energia), Alexandre Nogueira (Light) e Glauco Freitas (Hitachi Energy), além de Martins.

O elevado crescimento dos data centers é apontado como um dos principais desafios. A demanda por energia decorrente da IA e da computação em nuvem impõe pressão sobre a infraestrutura elétrica e sobre as metas de descarbonização. A ideia é equilibrar avanço tecnológico com sustentabilidade.

Demanda, regulação e mix de fontes

Glauco Freitas destacou a urgência de ampliar a eletricidade acessível aos consumidores, diante da expansão dos data centers. Monteiro observou que mudanças climáticas representam risco para a disponibilidade de energia, citando a água como recurso essencial. Ele ressaltou a necessidade de ampliar o uso de fontes renováveis, como solar e eólica, para diversificar a matriz.

O debate também abordou o papel dos reguladores na estabilidade da rede. A gestão de sistemas de controle automáticos foi indicada como componente crítico para manter qualidade e segurança na injeção de energia. Os participantes ressaltaram a importância de novas alternativas energéticas diante de cenários de demanda crescente.

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