- Governo mantém o cronograma de aumento do imposto de importação para carros elétricos e híbridos, que pode chegar a até 35%.
- Câmara de Comércio Exterior criou uma cota temporária de importação com imposto zerado por seis meses, no valor total de US$ 463 milhões.
- Dentro da cota, montadoras podem trazer veículos sem pagar imposto; acima da cota, volta a valer a alíquota cheia; veículos desmontados ou semidesmontados continuam com tributação menor no curto prazo.
- A nova alíquota para veículos semimontados ou montados passa a valer a partir de julho; para desmontados, entra em vigor em 1º de janeiro de 2027.
- Governo diz que a medida está alinhada com descarbonização, renovação da frota e incentivos à inovação, equilibrando interesses entre indústria nacional e importadores.
A Câmara de Comércio Exterior (Gecex) decidiu manter o cronograma de aumento do imposto de importação para carros elétricos e híbridos, que pode chegar a 35% nos próximos meses. A medida visa incentivar a produção local e não alterou a política de recomposição tarifária.
Para reduzir o impacto no curto prazo, o governo autorizou uma cota adicional de importação com imposto zerado por seis meses, no total de US$ 463 milhões. Dentro desse teto, montadoras podem trazer veículos sem pagar o imposto; acima dele, a alíquota volta a valer.
Veículos desmontados ou semi-montados continuam com tributação menor no curto prazo, enquanto carros totalmente importados ficam fora das cotas e recebem a alíquota integral. A mudança entra em vigor de forma distinta conforme o tipo de importação.
Detalhes da medida
Carros semimontados ou montados passam a ter a nova alíquota a partir de julho. Veículos desmontados ficam sujeitos à medida a partir de 1º de janeiro de 2027, conforme o cronograma da política de importação.
O pacote busca equilibrar interesses entre montadoras instaladas no Brasil e empresas que dependem de importação, mantendo incentivos para evitar repasse imediato de preços ao consumidor. A iniciativa também integra ações de descarbonização.
De acordo com a Camex, a medida está alinhada a projetos de renovação da frota e ao fortalecimento da inovação no ecossistema automotivo brasileiro, com foco em veículos mais sustentáveis e com menor emissão de CO2.
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