- O crédito privado ganha espaço em carteiras com juros altos, ampliando acesso por meio de fundos, inclusive com aporte mínimo baixo.
- Fundos de investimento reúnem recursos de diversos clientes para diversificar a carteira, reduzindo a concentração em emissores individuais.
- A seleção de emissores usa modelos de rating, análise de balanços, projeções e governança, com revisão contínua conforme mudanças de mercado.
- O cenário de juros elevados torna a seletividade vital, já que empresas adiantaram captações e mantêm caixa reforçado para reduzir pressão de refinanciamento; expectativa de estabilidade até 2026.
- Offshore amplia diversificação, mas tende a maior volatilidade; os FIDCs ganham com mudanças regulatórias, oferecendo estruturas de risco e liquidez variados.
O crédito privado ganha espaço nas carteiras de investidores em um cenário de juros altos, com maior sofisticação da indústria e busca por retorno superior ao CDI. Em entrevista ao Global Wallet, Fayga Czerniakowski, da Itaú Asset, explica o funcionamento e a importância da análise profissional na escolha dos ativos.
Para Fayga, investir em crédito privado envolve emprestar recursos a empresas e bancos, com taxa de juros acordada. O mercado secundário permite comprar, vender e reavaliar papéis ao longo do tempo, ampliando a flexibilidade além do vencimento.
Fundos ampliam acesso e reduzem concentração. Fundos de investimento reúnem recursos de diferentes clientes para diversificar carteira, com exposição a diversos emissores e setores. A gestão profissional aumenta o poder de negociação e reduz a concentração.
A democratização do acesso é apontada como ganho da indústria. Com valores menores, o investidor passa a contar com análise, acompanhamento e gestão de risco, distribuindo a carteira entre várias empresas com assessoria especializada.
Seleção de empresas exige processo contínuo. A escolha envolve modelos proprietários de rating, balanços, projeções e fatores qualitativos, como governança e histórico de gestão. A revisão constante ajusta a carteira conforme mudanças de cenário.
Juros elevados reforçam a seletividade. O ambiente favorece renda fixa em fundos de crédito, que podem oferecer prêmios adicionais, ao mesmo tempo em que impõem maior disciplina na avaliação de risco e retorno.
Offshore amplia diversificação, mas aumenta volatilidade. Fundos de crédito offshore expõem a carteira a dólar e emissores globais, com maior oscilsação decorrente de crédito, câmbio e juros internacionais. Avaliar o horizonte é essencial.
FIDCs avançam com novas estruturas. Fundos de investimento em direitos creditórios ganham maior acesso ao investidor final, com cards de risco variados e regulações que flexibilizam impostos e liquidez, segundo a Itaú Asset.
Carteira deve considerar risco, liquidez e horizonte. A recomendação é tratar o crédito privado como parte de uma carteira diversificada, atuando com disciplina de gestão para equilibrar retorno e exposição aos emissores.
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