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Dólar sobe para R$ 5,19 e Bolsa recua após ata do Copom e queda de big techs

Dólar sobe para R$ 5,186 e bolsas caem após ata do Copom, com impacto de tecnologia e pressões no Ibovespa

Em sessão marcada pela queda das ações de tecnologia, no exterior, e pelo documento do Banco Central sobre juros, no Brasil, o dólar subiu ante o real e o Ibovespa teve variação positiva
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  • Dólar fechou em R$ 5,186, alta de 0,88%, após a ata do Copom indicar cautela na atuação para evitar volatilidade excessiva.
  • Copom cortou a Selic pela terceira vez consecutiva, de 14,50% para 14,25%, gerando dúvidas sobre a continuidade do ciclo de cortes.
  • No mercado, juros futuros recuaram: contrato DI para janeiro de 2027 passou a 14,185% e o DI para janeiro de 2029 caiu para 14,685%.
  • Ibovespa abriu em baixa e voltou a subir, encerrando o dia com alta de 0,52%, aos 171.249 pontos, com Petrobras e bancos contribuindo.
  • Destaques corporativos: Petrobras e Pemex firmaram memorando de entendimentos; Raízen pode ter novo controlador até março; MRV vendeu ativos nos EUA por US$ 139 milhões; Axia busca captação de até R$ 1 bilhão; Multilaser anunciou recompra; Brisanet ganhou leilão de redes em 56 localidades; Heineken nomeou Rafael Oliveira como CEO global.

O dólar fechou em alta ante o real, encerrando o dia em R$ 5,186, alta de 0,88%. O movimento ocorre após o Copom reduzir a Selic pela terceira vez consecutiva, de 14,50% para 14,25% ao ano. A ata divulgada hoje sinalizou cautela diante da inflação.

Analistas veem a ata como indicativa de paciência do BC, com foco em evitar pressões adicionais de volatilidade. O Copom afirmou que continuará calibrando o ciclo de cortes conforme a evolução do cenário e das projeções de inflação.

Mercado financeiro e juros futuros

Após a abertura em alta, as curvas de DI mostraram queda nos juros futuros, com o DI para janeiro de 2027 recuando a 14,185%. O DI para 2029 também cedeu, sinalizando menor necessidade de aperto imediato.

Petróleo, ações globais e Bolsa brasileira

O preço do petróleo Brent caiu para US$ 76,81 o barril, refletindo reajustes no mercado global. Bolsas asiáticas registraram fortes quedas, com surto de venda em techs e redução de apetite a risco. Na Europa, principais índices fecharam no negativo, e a Nasdaq e o S&P 500 recuaram nos EUA.

Impacto na B3 e setor corporativo

A B3 recebeu suporte de compras em ações de Petrobras após a confirmação de novos movimentos estratégicos e resultados setoriais. A Petrobras assinou memorando com a Pemex para cooperação em exploração e produção no Golfo do México e possibilidades no Brasil e em outras regiões.

Perspectivas e fluxos de investidores

Especialistas apontam que a rotação de carteira pode favorecer ativos brasileiros em cenários de menor apetite a risco global, desde que haja continuidade na redução gradual de juros e no controle da inflação. Movimentos em empresas de tecnologia continuam sob monitoramento internacional.

Principais movimentos corporativos

Entre as empresas, a Raízen pode ter novo controlador até março, enquanto a MRV vendeu ativos nos EUA para reduzir dívida. A Axia abriu captação de até 1 bilhão de reais em debêntures simples, e a Multilaser anunciou recompra de ações. Brisanet venceu leilão de cobertura móvel em novas localidades. Heineken subiu com a nomeação de um brasileiro para liderar a operação global.

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