- O economista-chefe do BCE, Philip Lane, afirmou que a inflação pode permanecer acima da meta de 2% por tempo suficiente para justificar uma resposta ponderada, mesmo no cenário mais positivo para o Oriente Médio.
- Lane citou indicadores prospectivos, como pesquisas com gerentes de compras e expectativas de preços de venda, como sinais de pressões inflacionárias nos próximos meses.
- Sobre a elevação de juros do BCE em junho, ele reforçou que, mesmo com o cenário mais favorável no Oriente Médio, a inflação ficaria acima da meta por tempo suficiente para justificar uma resposta ponderada.
- Os salários médios devem superar a inflação neste ano.
- O acordo de paz no Oriente Médio é bem-vindo, mas a situação permanece frágil, com riscos de retrocessos ou de nova escalada.
Philip Lane, economista-chefe do BCE, afirma que a inflação pode permanecer acima da meta de 2% por tempo suficiente para exigir uma resposta ponderada, mesmo diante de um cenário mais favorável no Oriente Médio. A declaração ocorreu em Bruxelas, ao Parlamento Europeu, nesta terça-feira.
O dirigente do BCE citou indicadores prospectivos, como pesquisas com gerentes de compras e expectativas de preços, para sustentar a tese de pressões inflacionárias nos meses seguintes. O foco do banco continua a estabilizar a inflação no médio prazo.
Lane avaliou a decisão de junho de elevação de juros, destacando que, mesmo com o desenrolar positivo na região, a inflação não recuaria rapidamente. Ele ressaltou ainda que os salários médios devem superar a inflação neste ano. O acordo de paz no Oriente Médio foi visto como positivo, mas com riscos de retrocessos.
Contexto inflacionário
- Afirmou que as pressões vindas de fatores globais devem manter a inflação acima da meta no curto prazo.
- Destacou a necessidade de manter a política monetária adequada para alcançar a meta de 2% no médio prazo.
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