- Eve, controlada pela Embraer, projeta demanda global de até 30 mil aeronaves em vinte anos, em cerca de 800 cidades, conforme o diretor de RI.
- A certificação (regulamentação de segurança) havia sido prevista para 2026, foi adiada para 2027 e agora está estimada para 2028.
- A produção do eVTOL ficará em Taubaté, interior de São Paulo, com capacidade inicial de sessenta unidades por ano, subindo para quatrocentos e oitenta na fase final.
- A Eve tem 27 clientes em nove países, com carteira de aproximadamente 2.700 pré-pedidos; o protótipo já realizou apenas voos não tripulados.
- A divisão de demanda entre compradores aponta para cerca de quarenta por cento de companhias aéreas, quase trinta por cento de operadores de helicópteros e cerca de vinte por cento de empresas de leasing; a migração do helicóptero para o eVTOL é vista como natural, inicialmente, pelas rotas existentes.
A Eve, unidade de aeronaves elétricas da Embraer, mantém o foco na solidez do projeto de eVTOL, mesmo diante da desaceleração prevista na demanda global. A afirmação foi feita pelo diretor de Relações com Investidores, Lucio Aldworth, em entrevista à Bloomberg Línea durante o Equity Conference promovido pelo Citi Brasil, em São Paulo.
A empresa revisou estimativas de mercado, projetando demanda global de até 30 mil aeronaves em 20 anos, em 800 cidades. Anteriormente, o setor estimava acima de 50 mil unidades, porém a evolução do diálogo com clientes contribuiu para ajustes no guidance, segundo Aldworth.
Para operar comercialmente, o eVTOL precisa de certificação regulatória, cuja obtenção pode impactar a viabilidade financeira. A Eve anunciou novo prazo para certificação: 2028, após atrasos anteriores. O processo está em curso com o regulador competente.
Certificação e produção
A Eve, controlada pela Embraer, adiou o certificado de 2026 para 2027 e, em seguida, para 2028. Aldworth ressaltou que o protótipo evoluiu durante o desenvolvimento, exigindo ajustes para atender a requisitos identificados ao longo do projeto.
A diretoria informou que 27 clientes já foram cadastrados em 9 países, com cerca de 2.700 pré-pedidos. Atualmente, o protótipo do eVTOL realizou apenas voos não tripulados até o estágio. A produção no Brasil ocorrerá em Taubaté, interior de São Paulo.
A capacidade inicial prevista é de 60 unidades por ano na fase 1, com potencial de chegar a 480 na fase 4, conforme o amadurecimento do programa e a certificação. A empresa revelou ainda que o embarcado está em andamento para atender a demanda futura.
Mercado, vertentes e parcerias
Aldworth destacou que aproximadamente 40% dos pedidos vêm de companhias aéreas com operações de asa fixa, quase 30% de operadores de helicópteros e cerca de 20% de empresas de leasing. A tendência é a migração natural do helicóptero para o eVTOL.
Segundo o diretor de vendas da Líder Aviação, Anderson Markiewicz, a transição deve ocorrer de forma gradual, com custo operacional por hora de voo menor para o eVTOL, apesar do maior alcance de helicópteros. O custo de manutenção do eVTOL tende a ser mais baixo.
A Líder Aviação mantém parceria com a Beta Technologies para representação exclusiva no Brasil, incluindo compra e opções de compra. Markiewicz afirma que o mercado não atendido hoje pelos helicópteros pode ser explorado, sem que haja previsão de serviço de massa.
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