- A adoção de IA avança em diferentes setores, mas 92% das organizações enfrentam obstáculos de implementação, como privacidade de dados, regulamentação e lacunas de habilidades.
- No Brasil, 86% das organizações relatam dificuldades na implementação de IA, com falta de habilidades técnicas e adaptação entre os principais impactos.
- Organizações que já utilizam IA apontam ganhos na área de desenvolvimento de talentos e produtividade; de forma global, 27% citam aprendizagem e desenvolvimento como principal retorno, chegando a 46% no Brasil.
- As ferramentas de IA vêm sendo usadas para apoiar treinamentos, acelerar o aprendizado e ampliar o acesso a informações e análises.
- A adoção segue gradual: 8% afirmam que IA atende plenamente às expectativas em recrutamento e capacitação; 16% não identificaram retorno positivo sobre os investimentos.
A adoção de inteligência artificial (IA) segue avançando nas organizações, mas encontra entraves ligados à qualificação profissional e à adaptação da força de trabalho. A estimativa é do levantamento da ManpowerGroup, que envolve a Experis, unidade de tecnologia do grupo.
A pesquisa aponta que empresas de diferentes países já incorporam IA às estratégias de gestão de talentos. Contudo, 92% das organizações relatam obstáculos na implementação, incluindo privacidade de dados, regulamentação tecnológica e lacunas de habilidades.
No Brasil, o desafio é especialmente relevante. Segundo o estudo, 86% das organizações têm dificuldades para implantar IA, com dificuldades técnicas e de adaptação ao uso da tecnologia entre as principais causas.
Desempenho e retorno
Organizações que já utilizam IA começam a observar impactos no desenvolvimento de talentos e na produtividade. Globalmente, 27% dos empregadores apontam aprendizagem e desenvolvimento como principal retorno do investimento em IA; no Brasil, esse índice chega a 46%.
As ferramentas de IA também passam a apoiar treinamentos, acelerar o aprendizado e ampliar o acesso a informações e análises dentro das empresas, conforme observa Stefani Pereira, coordenadora de Recrutamento e Seleção na Experis.
Apesar dos avanços, a adoção ocorre de forma gradual. Apenas 8% dos empregadores afirmam que a IA atende plenamente às expectativas em áreas como recrutamento e capacitação, e 16% dizem não ter obtido retorno positivo sobre os investimentos.
Caminhos para o futuro
A coordenadora destaca que, para manter o ritmo, é necessário investir em qualificação profissional e na adaptação de processos internos. O estudo indica que a demanda por profissionais capazes de acompanhar mudanças tecnológicas deve crescer à medida que as empresas avançam com a IA.
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