- O furto de energia, conhecido como “gato”, elevou a conta de luz em quase 3% e resultou em perdas de cerca de R$ 10 bilhões para o setor elétrico em 2025, segundo a Abradee.
- As perdas não técnicas (furto e roubo de energia) são rateadas entre os consumidores, já que energia desviada é comprada e entregue, mas não paga pelos responsáveis.
- Também foram registrados quase 620 mil episódios de interrupção de energia ligados a ligações clandestinas, afetando mais de 2 milhões de pessoas.
- Amazonas é o estado mais impactado pelas perdas não técnicas, em razão da vasta área de concessão e dificuldades de fiscalização; a distribuidora é a Amazonas Energia, controlada pela Âmbar.
- No Rio de Janeiro, na área da Light, as perdas não técnicas chegaram a 70,7% do mercado de baixa tensão residencial em 2025.
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que o furto de energia, popularmente chamado de “gato”, elevou a conta de luz dos brasileiros em quase 3% e resultou em perdas de aproximadamente R$ 10 bilhões para o setor elétrico em 2025. O alerta foi feito pela presidente da entidade, Patrícia Audi, em entrevista ao programa Alta Voltagem, da CNN.
As perdas não técnicas, que abrangem furtos e fraudes na energia, representam um dos principais desafios para as distribuidoras. Como a energia desviada é adquirida e entregue pelas empresas, sem remuneração correspondente, o custo é rateado entre os demais consumidores. A explicação da dirigente é que o valor da energia desviada é fixo, o que exige repasse entre a base de clientes.
Paralelamente ao impacto financeiro, os furtos também prejudicam a qualidade do fornecimento. Em 2025, foram registrados quase 620 mil episódios de interrupção devido a ligações clandestinas, atingindo mais de 2 milhões de pessoas. A Abradee classificou o problema como uma questão de segurança pública.
Regiões com maior impacto
O Amazonas aparece como o estado mais atingido pelas perdas não técnicas, segundo a Abradee. A empresa aponta a extensa área de concessão, com floresta tropical, como entrave à fiscalização. A Amazonas Energia, distribuidora da região, passou recentemente a ser controlada pela Âmbar, braço de energia da J&F.
No Rio de Janeiro, a área atendida pela Light, em recuperação judicial, registra perdas não técnicas que alcançaram 70,7% do mercado de baixa tensão residencial em 2025. Esse indicador reflete o volume de energia consumida não faturada por furtos, fraudes e irregularidades na medição.
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