- GM anunciou investimento adicional de R$ 3,5 bilhões no Brasil, elevando o total previsto para 2024–2028 para R$ 10,5 bilhões.
- O aumento representa +50% em relação ao compromisso original de R$ 7 bilhões, anunciado há dois anos.
- A decisão ocorreu um dia após o governo renovar cotas de importação de kits CKD e SKD para veículos elétricos, que favorecem a BYD.
- A GM e a Anfavea criticaram as cotas; a montadora defende um modelo de produção local como o México, vinculando benefícios ao volume produzido no país.
- Os recursos serão usados para modernizar fábricas e ampliar a eletrificação, com foco nas operações em São Paulo, incluindo as plantas de São Caetano do Sul e São José dos Campos.
A General Motors anunciou um aporte adicional de 3,5 bilhões de reais no Brasil, elevando o total previsto para o período 2024-2028 a 10,5 bilhões. A informação foi apresentada ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, pelo vice-presidente da GM América do Sul, Fabio Rua.
O incremento representa um aumento de 50% sobre o compromisso original de 7 bilhões de reais. A decisão ocorreu um dia após o governo renovar cotas de importação de peças CKD e SKD para veículos, sem imposto, o que gerou críticas de montadoras locais, incluindo a GM.
Fabio Rua criticou a renovação das cotas, destacando alinhamento com a Anfavea, e afirmou que medidas dessa natureza não fortalecem a indústria brasileira. Ele citou risco de alimentar operações de montagem com baixo conteúdo local.
A renovação, firmada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, mantém parlamentares com imposto zero para importações até 463 milhões de dólares, válido por seis meses a partir de 1º de julho de 2026.
Segundo o executivo, a GM apresentou uma proposta de substituição do modelo de cotas por um sistema semelhante ao utilizado no México, vinculando benefícios à produção local. A ideia foi recebida como inteligente pelo vice-presidente.
O aporte da GM será aplicado para modernizar fábricas e ampliar a eletrificação de veículos, com foco nas operações em São Paulo, incluindo as plantas de São Caetano do Sul e São José dos Campos. A empresa não revelou modelos ou geração de empregos.
Parte do recurso já foi destinada a novos modelos e à robotização de linhas de produção. A GM informou que projetos adicionais estão em desenvolvimento e devem ser anunciados nos próximos meses.
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