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Instituto Orbis lança iniciativa para aço de baixo carbono

Instituto Orbis lança a GSIC para conectar atores da cadeia do aço e acelerar a transição a baixo carbono, com investimentos estimados entre US$ 1 trilhão e US$ 1,5 trilhão

Ilustração de uma fábrica/indústria rodeada de plantas
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  • O Instituto Orbis lançou a Global Steel Innovation Commission (GSIC), plataforma internacional para coordenar atores e acelerar a transição global do aço para baixo carbono, em parceria com a Global Innovation Hub da UNFCCC, apresentada em Londres.
  • A GSIC atua em três eixos: Corredores de Aço Verde, Coalizão de Demanda e Laboratórios de Implementação, conectando produtores, compradores, financiadores e governos.
  • O setor do aço responde por cerca de 7% a 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, estimando entre 2,6 e 2,8 bilhões de toneladas de CO2 por ano, com meta de reduzir a intensidade das emissões em 25% até 2030.
  • Estima-se que a transição exija entre US$ 1 trilhão e US$ 1,5 trilhão em investimentos ao longo das próximas décadas, segundo a World Steel Association.
  • O lançamento reuniu representantes da cadeia de aço, incluindo Vale, ArcelorMittal e Fiesp, entre outros, e definiu os primeiros marcos da agenda, com o Brasil destacado como país com vantagens para liderar a transição industrial do aço.

O Instituto Orbis lançou a Global Steel Innovation Commission (GSIC), uma plataforma internacional para coordenar atores e abrir mercados, acelerando a transição da cadeia global do aço para baixo carbono. A apresentação ocorreu em Londres, em parceria com a Global Innovation Hub da UNFCCC. A iniciativa conta com apoio de entidades e empresas do setor.

A ideia é conectar produtores, compradores, financiadores e governos em ações concretas, com foco na neutralidade tecnológica e execução prática. Entre os eixos estão corredores de aço verde, coalizão de demanda e laboratórios de implantação. A GSIC planeja marcos contínuos para guiar projetos reais.

Segundo o instituto, o setor de aço representa hoje 7% a 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, o equivalente a 2,6 a 2,8 bilhões de toneladas de CO2 por ano. A meta internacional envolve reduzir a intensidade de emissões em 25% até 2030 para manter trajetórias de neutralidade.

A iniciativa estima necessidade de 1 trilhão a 1,5 trilhão de dólares em investimentos nas próximas décadas para a transição. A plataforma visa reduzir gargalos de coordenação que impedem ações concretas na indústria. Dados da IEA e da World Steel Association conferem o cenário.

O lançamento ocorreu às vésperas da London Climate Action Week, com participação de parceiros como a Global Innovation Hub da UNFCCC, a CNI e a SB COP. A mesa-redonda reuniu destaques da cadeia, incluindo Vale, ArcelorMittal, Quebec Iron Ore, World Steel Association e Stellantis.

Entre outras entidades presentes estavam Fiesp, CNI, Systemiq, YvY Capital, Green Energy Park, FCT Combustion, QGMI Construtora, Green Building Council, Industry Transition Accelerator, Mission Possible Partnership e iFood. Os integrantes definiram os primeiros marcos da agenda da GSIC.

Maria Emília Peres, fundadora e diretora do Instituto Orbis, ressaltou a posição estratégica do Brasil no tema. Ela destacou o papel do país como grande produtor de minério de ferro, com energia limpa e capacidade industrial instalada. A GSIC pretende transformar essa vantagem em negócios executáveis.

O evento em Londres contou com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Sustainable Business for COP (SB COP) e abriu espaço para futuras ações conjuntas entre os setores público e privado. A iniciativa deve seguir evoluindo conforme a participação dos membros e as necessidades do mercado.

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