- A Lei nº 15.359/2026, sancionada em março, moderniza o Sistema Brasileiro de Apoio Oficial ao Crédito à Exportação.
- A lei prevê maior participação de financiadores e seguradoras privadas como operadores indiretos de apoio ao crédito à exportação, visando reduzir a dependência do setor público.
- O objetivo é tornar as exportações brasileiras mais competitivas, mitigando o risco de inadimplência por meio do seguro de crédito à exportação.
- Em 2025, o Brasil atingiu recorde de exportações, com US$ 349 bilhões (aproximadamente R$ 1,7 trilhão), segundo dados citados pela matéria.
- Especialistas ressaltam que o seguro facilita a entrada de empresas em novos mercados, oferece análises de crédito e pode melhorar o acesso a financiamento, desde que haja cuidado com coberturas e escolha de corretora especializada.
A Lei nº 15.359/2026, sancionada em março, moderniza o Sistema Brasileiro de Apoio Oficial ao Crédito à Exportação. O objetivo é consolidar e atualizar o marco de financiamento, seguro e garantias para exportações brasileiras, ampliando o uso de instrumentos privados no apoio oficial.
O principal efeito apontado pela CNI é ampliar a participação de financiadores e seguradoras privadas. Essas instituições poderão atuar como operadores indiretos de crédito à exportação, reduzindo a dependência de recursos públicos. A mudança busca tornar o tema mais competitivo para as empresas nacionais.
Para o setor, a adequação amplia o acesso ao seguro de crédito à exportação. Esse instrumento ajuda a mitigar o risco de inadimplência em vendas internacionais, aumentando a confiança para ampliar operações e explorar novos mercados com maior segurança financeira.
Guilherme Silveira, CEO da Genebra Seguros, ressalta que o seguro atua como camada extra de proteção. Com ele, o exportador negocia com compradores estrangeiros sabendo que há respaldo caso ocorram problemas de pagamento.
Segundo o executivo, a nova lei facilita a obtenção de seguro, o que democratiza o acesso ao comércio exterior para empresas de diferentes portes. Ele lembra que o Brasil atingiu recorde de exportações em 2025, de 349 bilhões de dólares.
No funcionamento prático, o seguro cobre inadimplência e envolve análises de crédito dos compradores. As seguradoras também monitoram o ambiente econômico e financeiro dos países envolvidos, fornecendo informações para decisões mais seguras.
Além de indenizações, o seguro pode evitar negócios de alto risco, funcionando como ferramenta de gestão de risco. Recebíveis segurados costumam ter melhor avaliação junto a instituições financeiras, facilitando crédito e gestão de capital.
Silveira destaca ainda a necessidade de cuidado na contratação. Cada operação possui características próprias e é essencial entender coberturas, exclusões, limites de crédito e franquias antes de assinar.
Ele recomenda buscar uma corretora especializada para alinhar a solução às necessidades do negócio. O seguro deve ser usado como parte da gestão de riscos, não como um produto isolado.
Para o setor de seguros, o momento é visto como positivo, com mais empresas buscando internacionalização e demanda por soluções sofisticadas em gestão de riscos, incluindo crédito, transporte, responsabilidade civil e garantias.
Entre os desafios, o executivo aponta a complexidade do cenário internacional, com instabilidades, tensões geopolíticas e mudanças regulatórias, exigindo maior especialização de seguradoras e corretoras.
Conselho final do presidente é combinar tecnologia, dados e consultoria para atender à nova demanda. O futuro do seguro corporativo passa pela atuação consultiva, ajudando as empresas a crescer com segurança.
Para informações adicionais, a busca de dados oficiais pode ser feita por meio das fontes do governo e de entidades setoriais, sempre sob critérios de veracidade e neutralidade.
Entre na conversa da comunidade