- A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, disse ter feito uma reunião online com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para discutir mercados financeiros globais.
- O encontro abordou a oscilação cambial e desdobramentos no Estreito de Ormuz e o possível impacto desses fatores.
- Sobre intervenção cambial, Katayama não confirmou se foi discutida, mas afirmou que Japão e Estados Unidos mantêm entendimento firme para agir se necessário.
- A reunião não foi de urgência; foi um acompanhamento das discussões da cúpula do G7 em Évian, com participação de Bessent.
- O iene chegou a around 161,9 por dólar no fim de segunda-feira, e Tóquio registrou gasto recorde de 11,7 trilhões de ienes em intervenções cambiais entre o fim de abril e o início de maio.
O Japão informou que a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, realizou uma reunião online com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na segunda-feira, 22, para discutir os mercados financeiros globais. O encontro ocorreu na véspera de uma declaração pública feita pela ministra na terça, 23. O objetivo foi avaliar impactos das oscilações cambiais.
A dirigente japonesa ressaltou que o encontro não teve caráter de urgência, servindo como acompanhamento das discussões da cúpula do G7 realizada em Évian, na França. Katayama afirmou que Japão e Estados Unidos mantêm entendimento mútuo firme de agir, se necessário, para conter movimentos abruptos no câmbio.
Além disso, Katayama mencionou que as discussões abordaram a situação em torno do Estreito de Ormuz e o possível efeito de fatores ligados a conflitos internacionais sobre os mercados. O tom foi de coordenação entre as duas nações para enfrentar volatilidade cambial.
Contexto dos mercados
O iene perdeu fôlego, chegando a cerca de 161,9 por dólar no fim de segunda-feira, 22, após ter registrado mínima de dois anos na semana anterior. Um avanço acima de 161,96 poderia trazer o iene ao nível mais fraco desde 1986, segundo observações do mercado.
Tóquio informou que, entre final de abril e início de maio, gastou 11,7 trilhões de ienes (cerca de US$ 72,4 bilhões) em intervenções nos mercados cambiais, recorde histórico. As autoridades japonesas continuam em alerta máximo quanto à volatilidade do câmbio, sem sinais claros de mudança de tática.
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