- Miguel Ángel Panduro, responsável pela área espacial da Indra Space, mantém conversas com o novo presidente, Ángel Simón, sobre a visão da companhia para o setor.
- Desde a chegada de Simón, Panduro afirma que há uma relação “lógica e normal” entre o presidente e o diretor-geral da área, com planos estratégicos em curso.
- Panduro não espera mudanças significativas na nova folha de rota da Indra Space, que será apresentada após o verão em conjunto com Josep Maria Recasens.
- A empresa defende concentração entre players do setor e analisa oportunidades de crescimento inorgânico, além de acompanhar o caso de fusões envolvendo Airbus, Thales e Leonardo com o projeto Bromo.
- No âmbito europeu, a Indra aposta no programa Iris 2 para reforçar a autonomia estratégica da União Europeia, priorizando a competição frente à Starlink de Elon Musk.
Miguel Ángel Panduro, responsável pela área espacial da Indra, afirmou estar confortável na posição, apesar das mudanças recentes na direção da empresa. Ele destaca que o novo presidente Ángel Simón vem conduzindo a empresa desde abril.
Panduro participou de debates em Santander, durante cursos da Universidade Menéndez Pelayo com a APIE. Ele afirmou manter diálogo constante com Simón sobre a visão estratégica do setor espacial.
Desde a entrada de Simón, o giro estratégico é claro: a empresa trabalha em um novo plano, ainda não divulgado, que deverá ser apresentado após o verão. Panduro também pretende conversar com Josep Mara Recasens, recém-chegado ao cargo de CEO.
Sobre sua relação com o ex-presidente Ángel Escribano, Panduro diz ter mantido boa relação pessoal, mas a relação profissional cessou em abril. Escribano liderou a aquisição de Hispasat, após a saída de Marc Murtra da presidência da Indra.
Panduro afirmou que não se sente nem apoiado nem pressionado; a empresa está reestruturando o planejamento estratégico. Ele observa que a Indra Space busca consolidar sua posição no cenário aeroespacial, com foco em crescimento sustentável.
A executiva visão de Panduro aborda ainda a importância da concentração no setor, que ele considera altamente fragmentado. A Indra analisa oportunidades de crescimento inorgânico e acompanha movimentos regulatórios em fusões do setor.
Em nível europeu, Panduro destacou o impulso ao programa Iris 2, com ênfase na autonomia estratégica da UE. A indústria aeroespacial europeia busca competir com a Starlink, destacando vantagens estratégicas sobre a oferta comercial de concorrentes.
Entre na conversa da comunidade