- O PIB da Argentina cresceu 2,3% no 1º trimestre em relação ao mesmo período de 2024, acima da previsão de 1,7%.
- O resultado foi impulsionado pela forte colheita agrícola, pelo aumento das exportações e pela expansão nos setores de mineração e finanças.
- Pesca registrou alta de 27,5%, agricultura, pecuária e caça subiram 18,1% e mineração e extração avançou 12,3%.
- Exportações cresceram 9,8% e o consumo privado subiu 2,7%, com impulso de bens importados, incluindo automóveis.
- Em termos setoriais, manufatura caiu 1,7% e administração pública caiu 1,4%; o PIB ajustado sazonalmente mostrou alta de 0,7% no trimestre, e a projeção para 2026 é de cerca de 2,9%.
O PIB da Argentina cresceu 2,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Indec. O resultado ficou acima da previsão de 1,7% compilada pela Reuters.
O impulso maior veio da colheita agrícola robusta, do aumento nas exportações e da expansão nos setores de mineração e finanças. O desempenho foi divulgado pelo órgão de estatísticas do país nesta terça-feira.
Entre os destaques, o setor pesqueiro teve alta de 27,5% anual, enquanto agricultura, pecuária e caça cresceram 18,1%. A mineração e extração avançaram 12,3%.
As exportações registraram aumento de 9,8% na comparação anual, e o consumo privado subiu 2,7%, impulsionado principalmente por bens importados, como automóveis.
Outros segmentos passaram a registrar ganhos: intermediação financeira (+7,5%), famílias com empregados domésticos (+6,3%) e hotéis e restaurantes (+2,8%).
Por outro lado, manufatura (-1,7%) e administração pública (-1,4%) registraram as maiores quedas entre os setores, em bases anuais.
Em termos ajustados sazonalmente, o PIB cresceu 0,7% ante o quarto trimestre de 2025, ainda segundo o Indec.
Setores e perspectivas
Analistas indicam que a atividade agrícola e o comércio externo devem sustentar o desempenho. Pesam também efeitos de consumo privado e serviços, que mostraram recuperação gradual.
Estudo do Banco Central, publicado em junho, aponta expectativa média de crescimento de 2,9% para 2026, corroborando um cenário de recuperação moderada da economia argentina.
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