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Polícia Federal deflagra operação envolvendo Banco Digimais

Operação Miragem investiga o Banco Digimais; PF cumpre mandados, sequestra até R$ 670 milhões e apura manipulação contábil para ocultar irregularidades financeiras.

O Banco Digimais é controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus
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  • Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem contra o Banco Digimais, investigando crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, conforme a Lei nº 7.492/1986.
  • A Justiça autorizou sequestro de bens e valores até R$ 670 milhões, com nove mandados de busca e apreensão em São Paulo.
  • O Banco Digimais é controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.
  • Mais de cinquenta policiais cumprem as medidas, incluindo quebras de sigilos bancário e fiscal dos investigados.
  • A investigação, apoiada por relatórios do Banco Central, aponta manipulação de demonstrativos contábeis para ocultar a real situação financeira e viabilizar operações irregulares, com possível cobertura por crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos e operações de crédito vedadas.

O Banco Digimais é alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira, 23 de junho. A ação atende a mandados judiciais no âmbito da Operação Miragem, que apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional previstos na Lei 7.492/1986. A PF cumpre medidas em São Paulo e no estado.

Mais de 50 policiais federais participam dos trabalhos, que envolvem nove mandados de busca e apreensão. Além disso, foram autorizadas a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o sequestro e bloqueio de bens e valores até 670 milhões de reais.

Segundo a PF, as investigações, apoiadas por relatórios do Banco Central, apontam que os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição. A operação visa mostrar solvência perante órgãos de controle e viabilizar operações irregulares.

Mandados e objetivos

A PF informou que os envolvidos podem responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas pela legislação. O caso envolve, segundo a investigação, o controle do banco por figures associadas ao setor religioso.

A Procuradoria pode emitir informações adicionais conforme o andamento do inquérito. A defesa dos investigados ainda não se pronunciou publicamente sobre as medidas. O banco Digimais não comentou até o fechamento desta edição.

A operação mira esclarecer supostas irregularidades no período recente, com impactos potenciais para clientes, investidores e regularidade de operações financeiras. O andamento das diligências segue sob sigilo até novas informações oficiais.

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