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Professora afirma ser criadora do Pix e busca indenização de R$ 1 milhão ao BC

Professora afirma ter criado o Pix e processa o Banco Central por direitos autorais, buscando indenização de pelo menos R$ 1 milhão

Projeto de Anette Toppan tem metodologia simular ao Pix
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  • Uma professora e empresária, Anette Vernaschi Toppan, moveu ação contra o Banco Central alegando ser criadora da ideia por trás do Pix e busca indenização de, no mínimo, R$ 1 milhão.
  • A ação tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e está na fase inicial; a autora afirma ter registrado o projeto “Tá Pago” na Biblioteca Nacional em 2014.
  • Diz que, entre 2015 e 2016, seu sócio procurou o BC para obter autorização de funcionamento de um arranjo de pagamento, sustentando ser a criadora da ideia do Pix, lançado em 2020.
  • O Banco Central nega violação de direitos autorais, afirmando já existirem sistemas de pagamento móveis similares; o processo teve segredo de justiça até maio, quando se tornou público.
  • A defesa da autora teve decisão negando a produção de prova pericial técnica; a defesa recorre e aguarda nova posição do juiz, enquanto documentos em língua estrangeira devem ser traduzidos para continuidade do andamento.

Uma professora e empresária questiona a origem do Pix e pleiteia indenização de 1 milhão de reais ao Banco Central. A ação tramita no TRF-1 e está na fase inicial. Alega violação de direitos autorais, com base em um projeto anterior registrado em 2014.

Anette Vernaschi Toppan afirma que criou a ideia de transferências rápidas por meio de créditos, registrada como o projeto Tá Pago na Biblioteca Nacional. Segundo a autora, o modelo usava créditos de celular para pagamentos, visto que a empresa não era instituição financeira na época.

A autora sustenta que, entre 2015 e 2016, seu sócio teria buscado autorização de funcionamento de arranjo de pagamento junto ao BC, coincidindo com o período de estudos sobre o Pix. Alega ser a criadora da ideia do sistema lançado pelo BC em 2020.

O Banco Central sustenta à defesa que não houve violação de direitos autorais. A instituição afirma que já existiam sistemas de pagamentos móveis próximos ao conceito apresentado. O BC não comentou oficialmente o caso.

O processo foi distribuído em setembro de 2025 e permaneceu em segredo de justiça até maio deste ano, quando a decisão tornou pública parte dos atos. O juiz federal Arthur Pinheiro Chaves, da 18ª Vara Federal Cível do DF, negou o pedido de produção de prova pericial técnica.

A defesa recorreu da decisão, e o processo segue para a análise do recurso. Também há discussão sobre documentos apresentados pela defesa do BC em língua estrangeira, que devem ser traduzidos para admissibilidade das provas, segundo o magistrado. O BC pediu reconsideração dessa posição.

A defesa da autora é conduzida pelo advogado José Luís Mazuquelli, sócio no Gomes Altimari Advogados. Ele afirma manter expectativa positiva, destacando a relevância econômica do Pix e o contexto político ao redor do tema.

Em meio a avaliações judiciais, o tema também é citado no cenário internacional. O Escritório de Representante Comercial dos EUA propôs tarifas sobre exportações brasileiras, apontando o Pix como referência em práticas de bloqueio de concorrência, o que pode influenciar debates regulatórios.

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