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Regulação, IA e reforma tributária devem mudar o transporte nos próximos anos

Regulação, IA e reforma tributária elevam a complexidade do transporte; empresas precisam investir em capacitação e podem ocorrer consolidações na próxima década

Inteligência artificial, reforma tributária e novas exigências regulatórias estão entre os fatores que devem transformar o setor de transporte e logística nos próximos anos.
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  • Debates do evento Transporte do Futuro em São Paulo apontam que IA, reforma tributária e novas exigências regulatórias vão transformar o transporte e a logística nos próximos anos.
  • A reforma tributária deve substituir tributos por novos impostos sobre o consumo, aumentando a complexidade da gestão, precificação e sistemas das transportadoras.
  • O CIOT ganhou prioridade, com ampliação da obrigatoriedade em quase todas as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas.
  • Qualificação de equipes é prioridade: maior capacidade de tomar decisões e gerenciar operações cada vez mais complexas ante regulações e mudanças estruturais.
  • A IA é vista como alavanca de escala; pesquisa aponta que 70% dos executivos ouvidos consideram IA um investimento prioritário, enquanto mais de 80% citam margens de operação e custos com diesel entre os principais desafio.

O Transporte do Futuro, promovido pela nstech em São Paulo, reuniu mais de 3 mil participantes para discutir tendências que devem impactar o setor nos próximos anos. Inteligência artificial, reforma tributária e novas exigências regulatórias foram apontadas como determinantes para operações, preços e compliance.

Segundo o vice-presidente de cliente, estratégia e mercado da empresa, Leopoldo Suarez, a complexidade operacional deve aumentar, exigindo que as empresas se preparem para mudanças estruturais no mercado. O debate destacou impactos diretos na gestão e na eficiência logística.

O evento reforçou que mudanças tributárias vão além da contabilidade. A reforma tributária deve alterar a forma de precificação, emissão de notas e governança operacional, elevando o desafio de gestão para transportadoras e operadores logísticos. Além disso, houve ênfase em novas regras regulatórias, como a ampliação do CIOT, que passou a abranger quase todas as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas desde maio.

Reforma tributária amplia desafios

A reforma tributária foi apresentada como tema prioritário para empresários, não apenas para profissionais da área fiscal. A avaliação é de que a nova estrutura pode aumentar a complexidade de gestão, exigindo maior capacidade de adaptação das empresas do setor.

Mudanças previstas incluem a substituição gradual de tributos por impostos sobre consumo. Empresas de transporte e logística precisarão adaptar sistemas, processos de precificação, documentação fiscal e gestão operacional para se manter competitivas.

Qualificação ganha importância

Para enfrentar o cenário, a capacitação de equipes foi apontada como prioridade. A combinação de regulações mais rigorosas e transformação estrutural exige que times tomem decisões com maior assertividade e gerenciem operações mais complexas.

Suarez destacou que a necessidade de formação tende a crescer conforme as empresas revisem estratégias de precificação e incorporem novas tecnologias, ajustando processos internos.

IA deve apoiar ganho de escala

A tecnologia de IA foi apresentada como ferramenta para ampliar produtividade diante do aumento do fluxo de informações e demandas operacionais. O uso estratégico depende de equipes treinadas para operar os recursos tecnológicos.

Uma pesquisa apresentada no evento mostrou que 70% dos executivos de grandes transportadoras veem a IA como investimento prioritário para os próximos três a cinco anos. O estudo apontou ainda a gestão financeira como principal desafio, com margens de operação e custos com diesel entre as principais preocupações para 2026.

Consolidação pode marcar a próxima década

A combinação de maior complexidade, investimento em pessoas e tecnologia pode acelerar movimentos de consolidação no setor. A percepção é de que o processo acontecerá ao longo dos próximos anos, tanto por crescimento orgânico quanto por fusões e aquisições.

Officials ouvidos no evento indicaram que o cenário pode ganhar tração na próxima década, com impactos na estrutura de mercado, investimentos e estratégias corporativas.

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