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Setor privado da zona do euro encolhe pelo terceiro mês seguido em junho

PMI composto da zona do euro fica em 49,5 em junho, sinalizando contração pelo terceiro mês, serviços ainda encolhem e inflação desacelera

Vista de Frankfurt, Alemanha
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  • O PMI composto da zona do euro ficou em 49,5 em junho, acima de maio, mas ainda abaixo de 50, indicando contração pela terceira vez consecutiva.
  • O PMI de serviços subiu para 48,9, a maior leitura em três meses, mas ainda está no território de contração.
  • Os novos pedidos caíram pelo quarto mês seguido, em ritmo mais lento; a demanda por serviços caiu enquanto a indústria não conseguiu compensar a fraqueza.
  • O emprego na zona do euro caiu levemente; houve leve alta no setor de serviços, mas a folha de pagamento da indústria encolheu.
  • Os custos dos insumos aumentaram mais lentamente, ajudando a conter a inflação; o Banco Central Europeu elevou as taxas de juros em 11 de junho para acima de 3%.

O setor privado da zona do euro encolheu pelo terceiro mês consecutivo em junho, segundo a pesquisa preliminar da S&P Global. O PMI Composto caiu abaixo de 50, sinalizando contração, em 49,5, ante 48,5 em maio. A divulgação ocorreu nesta terça-feira.

A explicação envolve demanda fraca por serviços, turismo e lazer, que não conseguiram compensar a fraqueza nos novos negócios. Ainda assim, o ritmo de queda dos pedidos desacelerou, marcando quarto mês seguido de retração, mas com menos intensidade.

O PMI de serviços subiu de 47,7 em maio para 48,9 em junho, ainda em território de contração, porém na melhor leitura em três meses. A divulgação aponta menor pressão de custos e inflação em queda. O emprego nos serviços teve leve alta, mas o setor industrial seguiu reduzindo postos.

Desempenho por setor e preço

A indústria registrou queda no PMI de produção, com novas encomendas industriais não suficientes para reverter a tendência de demanda fraca. Os custos de insumos subiram em ritmo mais lento, efeito observado desde antes do início da guerra no Oriente Médio.

A inflação de custos também desacelerou, ainda que em ritmo menor do que o observado para insumos. Economistas destacam que sinais de arrefecimento das pressões inflacionárias dão espaço para reavaliar o cenário de crescimento interno na zona do euro.

O BCE elevou as taxas de juros em 11 de junho, diante de o aumento nos custos de energia acelerar a inflação acima de 3%. A instituição mantém o foco no combate à inflação, ao mesmo tempo em que observa o abrandamento do crescimento interno.

O PMI industrial da zona do euro caiu de 51,6 para 51,3 em junho, a menor leitura em quatro meses. A produção industrial, no entanto, continuou a crescer, sustentada pela formação de estoques e pela antecipação de potenciais aumentos de preços.

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