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Aneel aprova reajuste e conta de luz sobe em média 1,1%

Aumento de 9,41% nas receitas das transmissoras eleva ganhos para R$ 54,95 bi, mas impacto ao consumidor fica em média 1,1%

Segundo a agência, o aumento reflete a atualização contratual das receitas, a expansão da rede nacional e a inclusão de componentes financeiros regulatórios. Na imagem, sede da Aneel
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  • Aneel aprovou reajuste de nove vírgula quarenta e um por cento nas receitas das transmissoras de energia para o ciclo 2026/2027, totalizando R$ 54,95 bilhões.
  • Mesmo com a alta, o impacto médio para consumidores atendidos pelas distribuidoras fica em 1,1%.
  • O processo envolveu 356 contratos de concessão, de 258 empresas transmissoras no país.
  • Pela primeira vez, o cálculo das receitas e das tarifas de uso do sistema foi feito pela área técnica da Aneel, sem tramitação pela diretoria colegiada.
  • O ajuste inclui a nova metodologia de sinal locacional, que pode tornar o consumo mais barato em regiões com mais geração, como Norte e Nordeste, atrelando custos à distância entre geração e consumo.

A Aneel aprovou um reajuste de 9,41% nas receitas das transmissoras de energia elétrica para o ciclo 2026/2027. A decisão envolve contratos de concessão e resulta em um total de 54,95 bilhões de reais para as empresas do setor. O reajuste não implica, segundo a agência, um aumento imediato na tarifa para o consumidor final, estimado em média em 1,1%.

O cálculo teve como base a atualização contratual das receitas, a expansão da rede nacional e a inclusão de componentes financeiros regulatórios. Ao todo, 356 contratos de concessão, envolvendo 258 transmissoras, passaram pela revisão tarifária.

Esta é a primeira vez que o cálculo das receitas e das Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) é feito diretamente pela área técnica da Aneel, sem tramitação pela diretoria colegiada, conforme informou a agência.

Mudança no processo

A delegação dessa competência visa agilizar a definição dos valores, segundo a Aneel. A agência ressaltou que o cálculo seguirá o objetivo de manter o equilíbrio econômico do setor e a qualidade de transmissão.

Sinal locacional

O novo método incorpora o sinal locacional, que considera a distância entre o ponto de geração e o centro de consumo. O objetivo é tornar o consumo mais barato em regiões com maior oferta de energia, como o Norte e o Nordeste, ao mesmo tempo em que os custos são ajustados para locais que exigem maior expansão da rede. A Aneel afirma que a medida busca maior eficiência e atração de investimentos.

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