- A Cencosud fechou acordo para comprar 100% das operações da St. Marche, rede premium de supermercados em São Paulo, e a conclusão depende de condições usuais de fechamento, incluindo aprovação do Cade e a recuperação judicial em curso da empresa.
- O valor da transação não foi divulgado e será financiado por meio da realocação de capital proveniente de desinvestimentos recentes no Brasil.
- A Cencosud já administra no Brasil as redes Prezunic, Giga Atacado, GBarbosa, Bretas, Mercantil Rodrigues, Perini e Spid.
- A St. Marche tem 32 lojas em São Paulo e região, incluindo o Empório Santa Maria, nos Jardins, além de um centro de distribuição próprio de 7.500 m²; o faturamento nos últimos doze meses encerrados em março foi de R$ 1,078 bilhão.
- A operação depende ainda de a recuperação judicial da St. Marche ser concluída e da aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A Cencosud anunciou nesta quarta-feira, 24, ter fechado acordo para adquirir 100% das operações da St. Marche, rede premium paulista. A aquisição envolve 32 lojas no Brasil, principalmente em São Paulo e cidades vizinhas, incluindo o Emporio Santa María, nos Jardins. O valor não foi divulgado.
A St. Marche é apresentada como rival menor do grupo GPA, dono do Pão de Açúcar. A empresa opera um centro de distribuição próprio de 7.500 m² e teve faturamento de R$ 1,078 bilhão nos 12 meses encerrados em março.
A compra será financiada pela realocação de capital oriundo de desinvestimentos recentes no Brasil, segundo a Cencosud. A conclusão depende de condições usuais de fechamento, como a finalização do processo de recuperação judicial da St. Marche e aprovação do Cade.
Entenda a crise do St. Marche
Para sustentar seu crescimento durante a pandemia, a rede investiu cerca de R$ 120 milhões para abrir lojas, elevando o total de 21 para 33 unidades entre 2021 e 2023. A expansão contou com a busca de capital via IPO, interrompida pela alta dos juros.
Sem conseguir captar recursos via bolsa, a empresa recorreu a linhas de crédito e emissão de dívida, elevando o peso financeiro conforme juros subiam. O resultado foi maior aperto financeiro, num momento em que as novas lojas ainda amadureciam.
No início de 2025, a St. Marche pediu tutela judicial para renegociar dívidas que somavam R$ 639 milhões, na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A disputa envolve medidas para reequilibrar passivos e continuidade do negócio.
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