- Digimais, banco ligado ao bispo Edir Macedo, quer fechar 100 convênios públicos para oferecer crédito consignado a servidores.
- Relatório de 2025 aponta 69 convênios atuais com prefeituras, estados e órgãos públicos para consignados.
- A meta é ampliar atuação e superar 100 convênios, visando abranger todo o território nacional.
- São Paulo concentra a maior parte da operação, com 60% do consignado; o governo estadual soma 25%.
- O banco já atua com consignados na Aeronáutica e no Exército, além de oferecer cartão benefício e crédito ao trabalhador privado.
O Banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo, figura como alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada na terça-feira (23/6) por suspeitas de gestão fraudulenta. A investigação envolve empréstimos com crédito consignado, principal linha de atuação da instituição.
Segundo relatório interno de 2025, o Digimais já mantém 69 convênios com prefeituras, governos estaduais e órgãos federais para oferta de crédito aos servidores. A meta descrita é ultrapassar a casa de 100 convênios, ampliando a atuação pelo território nacional.
A cidade de São Paulo concentra a maior parte das operações de consignado do banco, respondendo por 60% do volume, seguida pelo governo estadual, com 25%. Além de consignados, o Digimais oferece cartão benefício e crédito para trabalhadores do setor privado.
Expansão geográfica e impactos
A documentação interna indica atuação em diversas regiões do país, incluindo Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste. O objetivo é ampliar a rede de convênios com o setor público, o que pode impactar o acesso a crédito de servidores de diferentes esferas.
A PF confirmou a deflagração da operação, sem detalhar suspeitas específicas ou contratos afetados. O órgão informou que os próximos desdobramentos envolverão desdobramentos técnicos, contábeis e judiciais.
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