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Dólar sobe com mudança global e saída de capital do Brasil, diz especialista

Câmbio se fortalece com saída de capitais, divergência de políticas monetárias e volatilidade eleitoral, impactando commodities brasileiras

Reprodução: Pixabay
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  • O dólar voltou a subir frente ao real, acima de R$ 5,20, após operar abaixo de R$ 4,90 em momentos do ano.
  • O movimento é explicado por fatores externos e domésticos que alteraram o fluxo de capitais para o Brasil, segundo Bruno Yamashita, da Avenue.
  • Mudança na política monetária dos Estados Unidos, saída de investidores da B3 e o começo das discussões eleitorais ajudam a explicar a valorização da moeda.
  • O câmbio é influenciado pela diferença entre Fed e Copom: o Federal Reserve sinalizou postura mais restritiva, enquanto o Copom reduziu a Selic para 14,25%.
  • Além disso, o cenário eleitoral eleva a volatilidade, e o conflito no Oriente Médio, bem como a queda recente no preço do petróleo, também impactam o real.

O dólar voltou a avançar frente ao real nesta semana, ultrapassando a marca de R$ 5,20, após períodos abaixo de R$ 4,90 ao longo do ano. O movimento ocorre em meio a mudanças no cenário global e fatores internos de fluxo de capitais.

Segundo Bruno Yamashita, coordenador de investimentos da Avenue, a valorização reflete uma combinação de fatores externos e domésticos que alteram o fluxo de capitais para o Brasil. Entre eles, a política monetária dos EUA, saída de investidores da B3 e o ciclo eleitoral.

Fluxo de capital favorece os Estados Unidos

Yamashita afirma que, após um início de ano promissor para mercados emergentes, parte dos recursos voltou aos EUA. Países como Coreia do Sul e Taiwan ajudaram na alta de índices emergentes, enquanto o Brasil perdeu atratividade.

Ele aponta saída de capital externo da B3 desde abril e maio como indicativo de descompressão do fluxo tradicional para o Brasil, pressionando o câmbio. A explicação envolve comparação entre políticas monetárias.

Diferença entre Fed e Copom fortalece o dólar

O especialista destaca a divergência entre política monetária brasileira e norte-americana. O mercado itera menor disposição de aliviar juros nos EUA, com expectativa de manutenção ou alta. Já no Brasil, o Copom reduziu a Selic para 14,25%.

Essa diferença é citada como elemento que favorece o dólar frente ao real, mesmo diante de contexto doméstico de incerteza sobre próximos passos da política econômica.

Cenário eleitoral aumenta volatilidade

A avaliação inclui o impacto das discussões eleitorais recentes sobre os ativos nacionais. Ainda sem pico de volatilidade, o mercado passa a incorporar as perspectivas eleitorais nas expectativas para os próximos meses.

Essa leitura contextualiza o aumento de oscilação no câmbio, com maior cautela de agentes financeiros perante o cenário político.

Petróleo e Oriente Médio também influenciam

O conflito no Oriente Médio segue gerando volatilidade, com negociações entre EUA e Irã impactando o comportamento dos investidores. Paralelamente, a queda do petróleo pesa no real, já que o Brasil é exportador líquido.

A redução de cotações do petróleo reduz a contribuição da commodity para a balança comercial, diminuindo a entrada de dólares e pressionando o câmbio.

Dólar se fortalece frente a diversas moedas

Yamashita aponta que o dólar ganhou força não apenas frente ao real, mas também ante outras moedas relevantes, como o euro, refletindo um fortalecimento global da moeda. O indicativo é confirmado por índices como o DXY.

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