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Equilíbrio fiscal é principal desafio do Brasil, aponta diretora do MBC

Diretora do MBC aponta equilíbrio fiscal como condição para avançar reformas, com educação de qualidade e simplificação regulatória como pilares

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  • O Movimento Brasil Competitivo tratou de uma agenda voltada ao desenvolvimento econômico, com foco em equilíbrio fiscal de longo prazo, simplificação regulatória, diversificação da matriz logística e energia mais competitiva.
  • A diretora-executiva Tatiana Ribeiro afirmou que avançar com uma agenda concreta de equilíbrio fiscal é a principal medida para permitir progressos nos demais temas.
  • Educação aparece como segundo pilar, visando qualificação profissional e alfabetização de qualidade para sustentar produtividade a longo prazo.
  • A simplificação regulatória foi destacada, com destaque para mais de cento e trinta órgãos federais com competências regulatórias, o que complica a conformidade de novas normas e o desenvolvimento de negócios.
  • O MBC aponta custo Brasil de cerca de R$ 1,7 trilhão por ano (aproximadamente 20% do PIB), com meta de reduzir esse custo em até 25% até 2030; há escassez de mão de obra qualificada, sobretudo em tecnologia, e fuga de talentos para o exterior.

O Movimento Brasil Competitivo (MBC) apresentou uma agenda voltada ao desenvolvimento econômico e à modernização do país. Entre os pilares estão o equilíbrio fiscal de longo prazo, a simplificação regulatória, a diversificação da matriz logística e a energia mais competitiva.

A diretora-executiva Tatiana Ribeiro detalhou, em entrevista à CNN Money, os principais desafios identificados pelo MBC e as soluções para impulsionar o crescimento. Ela ressaltou que o equilíbrio fiscal é o principal gatilho para avançar em outras pautas.

A educação foi apontada como segundo eixo estratégico, voltada para ganho de produtividade a longo prazo. Segundo Ribeiro, é preciso qualificar a força de trabalho alinhando-a a oportunidades tecnológicas globais, com foco desde a alfabetização até a formação em ferramentas digitais.

Educação como pilar estratégico

Ribeiro enfatizou a melhoria da qualidade de leitura e matemática como base para ampliar a capacitação tecnológica da população. A proposta envolve uma agenda de qualificação profissional conectada ao avanço tecnológico.

Simplificação regulatória e custo Brasil

A executiva destacou a necessidade de reduzir a complexidade regulatória. Ela observou que o Brasil possui mais de 130 órgãos federais com competências regulatórias, o que dificulta o acompanhamento de normas e a inovação de novos produtos.

O MBC mapeou o chamado custo Brasil em 12 pilares, sendo seis responsáveis por cerca de 90% do déficit. Entre eles estão acesso a capital, insegurança jurídica, carga tributária, deficiência logística, baixa qualificação do capital humano e pouca integração nas cadeias globais.

Segundo o grupo, esses seis fatores somam custos de aproximadamente R$ 1,7 trilhão por ano, algo próximo de 20% do PIB. A meta é reduzir esse custo em até 25% até 2030.

Escassez de mão de obra qualificada

Outro destaque é a dificuldade de encontrar profissionais qualificados, sobretudo no setor de tecnologia. Tatiana Ribeiro alertou para a saída de talentos para o exterior, alimentada por ofertas atrativas e, em alguns casos, questões de segurança.

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