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Giraffas fatura R$ 1 bilhão aos 45 anos e mira aumentar o lucro dos franqueados

Giraffas mira 6% de rentabilidade adicional com IA, autoatendimento e gestão de estoques, ampliando lucros dos franqueados em meio a consumo parado

Giraffas: rede anuncia plano para aumentar a lucratividade das lojas (Giraffas/Divulgação)
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  • Giraffas registrou faturamento de 1,07 bilhão de reais em 2025 e soma mais de 400 restaurantes no país.
  • A rede deve encerrar 2026 com faturamento de 1,12 bilhão de reais e cerca de 415 unidades.
  • O Projeto de Lucratividade Máxima pretende elevar a rentabilidade das lojas em cerca de 6% por meio de tecnologia, controle de estoque, redução de desperdícios e maior produtividade.
  • Serão investidos 8,5 milhões de reais em tecnologia em 2026, com foco na expansão de totens de autoatendimento, além de CRM, programas de cashback e NPS.
  • Pilotos com inteligência artificial começam ainda neste ano, com expansão prevista para 2027, e a empresa avalia mudanças no modelo de jornada de trabalho para enfrentar dificuldade de contratação.

O Giraffas, rede fundada em Brasília, completa 45 anos enfrentando um novo desafio: aumentar a lucratividade dos franqueados em um cenário de custos elevados e consumo mais contido. Em 2025, a empresa registrou faturamento de 1,07 bilhão de reais e hoje soma mais de 400 restaurantes pelo país. A projeção para 2026 é chegar a 1,12 bilhão de reais com cerca de 415 unidades.

A operação está priorizando eficiência para elevar a rentabilidade, não apenas ampliar o número de lojas. O objetivo é manter o crescimento, mesmo com a desaceleração do mercado e a inflação elevada que comprimem margens. O foco é melhorar a gestão, reduzir desperdícios e ampliar produtividade nas unidades.

O grupo, criado por Carlos Guerra em 1981, prevê encerrar 2026 com faturamento próximo de 1,12 bilhão de reais. A estratégia atual vai além de abrir restaurantes: busca entregar ganhos reais aos franqueados por meio de medidas operacionais e tecnológicas.

Projeto de Lucratividade Máxima

A empresa vai apresentar o Projeto de Lucratividade Máxima (PLM) na ABF Expo 2026. O conjunto de ações promete elevar a rentabilidade por unidade em cerca de 6%. A iniciativa combina tecnologia, controle de estoque, redução de desperdícios e melhoria na gestão de turnos.

Segundo a direção, o programa também envolve maior eficiência energética, monitoramento de consumo e aquisição de novos equipamentos. A ideia é devolver ganhos de produtividade sem repassar custos diretos ao consumidor.

De acordo com o CEO, a implantação envolve ainda ferramentas de inteligência artificial para monitorar cozinhas e apontar falhas operacionais. Os pilotos com IA devem iniciar ainda este ano, com expansão prevista para 2027.

Investimento tecnológico

A rede planeja investir 8,5 milhões de reais em tecnologia em 2026. Parte significativa será destinada à expansão dos totens de autoatendimento, já presentes em 60% das unidades. A meta é universalizar o recurso até outubro.

Os totens já representam mais da metade das vendas nas lojas que contam com a tecnologia. Além disso, o Giraffas amplia investimentos em CRM, programas de cashback e ferramentas de medição de satisfação via NPS.

A digitalização também visa mitigar a dificuldade de contratação no setor, com testes de jornadas de trabalho diferenciadas, como escalas 12×36 e 6×2. A empresa avalia possíveis ajustes no modelo atual 6×1.

Desafios do mercado e tendências

O fundador aponta a desaceleração do setor de alimentação como parte de um conjunto de fatores. A inflação, o endividamento familiar e a expansão de apostas esportivas competem pela renda dos consumidores. A rede também observa mudanças na demanda por refeições mais proteicas e por porções menores.

Para acompanhar o cenário, o grupo planeja ajustes no cardápio, priorizando opções com menor tamanho de porção e maior proteína. A estratégia busca manter a atratividade das lojas diante das novas preferências alimentares.

História de uma transformação

Ao abrir uma pequena lanchonete em 1981, Carlos Guerra consolidou uma operação que hoje representa quase 1 bilhão de reais em faturamento. A evolução envolveu diversificação de produtos, inclusão de pratos e ampliação de cardápio para distribuir o movimento ao longo do dia.

A transição levou o Giraffas a ser reconhecido entre os principais players de refeições do país. Hoje, a rede consome milhares de toneladas de arroz e feijão anualmente, com pratos respondendo por cerca de 75% das vendas.

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