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Keeta vai à Justiça em disputa de compra intermediada no delivery

Giraffas e Pizza Hut acionam a Keeta na Justiça por uso não autorizado de marcas na prática de compra intermediada no delivery

O novo round da guerra do delivery: “compra intermediada” leva Keeta à Justiça
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  • Keeta passou a usar a modalidade “compra intermediada”, com cópias de cardápios de restaurantes sem contrato, na plataforma da Meituan no Brasil, em 11 cidades.
  • Giraffas e Pizza Hut ingressaram com ações contra a Meituan, alegando uso não autorizado de marca e violação de propriedade industrial; a Justiça, no caso da Pizza Hut, ainda está em andamento.
  • Na prática, a Keeta faz o pedido em nome do consumidor e entrega no endereço dele, sem que o restaurante tenha relação direta com a compra.
  • A Associação Nacional de Restaurantes critica a prática, afirmando que prejudica a operação e gera conflitos entre cliente, plataforma e restaurante; há relatos de falhas de entrega no Reclame Aqui.
  • A Keeta sustenta que a operação é legal, funciona como intermediadora e segue leis locais; Giraffas disse ter notificado a Keeta e não há contrato com a plataforma, enquanto a Pizza Hut não comenta o processo.

A disputa envolve a Keeta, plataforma de delivery, e redes de restauração que operam no Brasil. A medida chamada compra intermediada permite que a Keeta ofereça cardápios de restaurantes sem contrato, de forma independente do acordo com a marca.

Restaurantes argumentam que a prática usa indevidamente a marca e viola direitos de propriedade industrial. Eles afirmam que não autorizam a exibição de seus cardápios pela Keeta e pedem o fim da prática.

A Keeta sustenta que a operação é legal e que atua como intermediária, facilitando o comércio de produtos já disponíveis no mercado. A empresa afirma que informa ao consumidor quando a compra é intermediada.

Ações judiciais contra a Keeta

Giraffas moveu ação na 2ª Vara Empresarial e de Conflitos de Arbitragem de São Paulo, alegando uso não autorizado da marca. O caso aponta infração aos direitos da marca e à Lei de Propriedade Industrial.

Pizza Hut também acionou a Justiça, e o processo já tramita com decisão liminar negada. O mérito ainda está em avaliação, sem definição sobre interrupção da prática.

Outras informações indicam que a Keeta recebeu notificações extrajudiciais antes de recorrer ao Judiciário, e afirmou à época que não pratica ilegalidade e que a compra intermediada é uma ferramenta legítima.

Impacto no consumidor e no mercado

Especialistas destacam que a prática pode afetar a clareza sobre a responsabilidade pelo pedido. Em caso de falha na entrega, consumidores podem não ter para quem direcionar a reclamação, prejudicando a relação com o restaurante.

A Associação Nacional de Restaurantes aponta impactos operacionais e desregulação do mercado, com revoltas de redes sobre a prática. Há relatos de dificuldades em rastrear pedidos quando ocorre erro de entrega.

O setor de delivery brasileiro movimenta bilhões de reais, com dezenas de milhares de restaurantes, segundo dados de entidades setoriais. O canal de entrega representa parcela relevante do faturamento do setor.

Posicionamentos das redes

Giraffas informou ter notificado a Keeta judicialmente após identificar uso indevido da marca sem contrato. A rede também afirmou não ter registro de reclamações nas plataformas da marca e que não há parceria com a Keeta.

Pizza Hut, por sua vez, disse que não comenta processos judiciais em andamento. A Keeta ressaltou que a compra intermediada visa ampliar opções aos consumidores e criar oportunidades para restaurantes e entregadores parceiros, em conformidade com as leis locais.

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