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Mercado projetava Selic em 14% até o fim de 2026 em questionário do Copom

Mercado esperava corte de 0,25 p.p. na última reunião do Copom, com a Selic em 14,25% ao ano; trajetórias indicavam manutenção nos próximos encontros

Homem caminha em frente à sede do Banco Central, em Brasília
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  • Questionário Pré-C Copom mostrou que a mediana dos agentes esperava a Selic encerando 2026 em 14,00% ao ano e 2027 em 12,00%.
  • A maior parte dos respondentes acreditava em um corte de 0,25 ponto percentual na reunião da semana passada, para 14,25% ao ano.
  • Após esse recuo, a maioria previa manutenção da Selic nas duas próximas reuniões, em agosto e setembro.
  • As projeções também apontam trajetórias que levem a inflação ao alvo e reduzam a volatilidade no mercado, conforme análise dos dados do Copom.
  • O boletim Focus anterior indicava queda de 0,25 ponto em agosto e dezembro, fechando 2026 em 13,75%, embora respostas recentes tenham levado a estimar 14,0% no fim do ano.

O mercado financeiro esperava que o Copom cortasse a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião da semana passada, encerrando 2026 em 14,25% ao ano e 2027 em 12,00%. A mediana do Questionário Pré-Copom mostrou essa expectativa.

Segundo o documento, a maior parte dos agentes previa o corte na reunião, já alinhado ao que o BC realizou e ao que os participantes consideravam necessário. A pesquisa foi enviada a instituições financeiras no início do mês, com prazo de resposta até a semana anterior ao encontro.

Após o ajuste, a maioria dos respondentes antevia manutenção da Selic nas duas reuniões seguintes, em agosto e setembro, como o cenário mais adequado para o mercado, segundo o levantamento.

Contexto e projeções

O questionário também indicou que as projeções de indicadores econômicos e de trajetória da política monetária são usadas pelo BC para subsidiar a decisão. As respostas ajudam a calibrar o foco do comitê.

O BC ressaltou que trajetórias menos discrepantes com o boletim Focus, com o pré-Copom e com a precificação, ajudam a levar a inflação ao alvo no primeiro trimestre de 2028 e reduzem volatilidade.

Observações sobre o cenário

A ata da reunião sinalizou que usar a meta de 3% no último trimestre de 2027 exigiria variações abruptas de direção da Selic. Esse alerta reforça a necessidade de equilíbrio entre inflação e condições de mercado.

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