- Em maio de 2026, a tarifa aérea real média das passagens domésticas ficou em R$ 632,53, alta de 11,2% em relação a maio de 2025.
- Comparando com maio de 2024, o valor subiu 7,3% (R$ 589,34); os números são corrigidos pelo IPCA e consideram apenas o transporte aéreo.
- O preço do querosene de aviação (QAV) chegou a R$ 6,46 por litro em maio de 2026, alta de 68,5% frente a maio de 2025.
- O QAV representa cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, amplificando o efeito da alta do combustível nas tarifas.
- O governo zerou temporariamente PIS/Pasep e Cofins sobre o QAV até 31 de maio, com prorrogação até 31 de julho, gerando impacto fiscal estimado em R$ 79 milhões em dois meses; de janeiro a maio de 2026, o país teve 42 milhões de passageiros em voos domésticos, alta de 6%.
A tarifa aérea real média das passagens domésticas vendidas no Brasil atingiu R$ 632,53 em maio de 2026, conforme levantamento da Anac divulgado nesta quarta (24.jun.2026). O valor representa alta de 11,2% frente a maio de 2025, quando ficou em R$ 568,96. Em comparação com maio de 2024, a alta chega a 7,3%.
Entre os cenários de distribuição de preços, 49,1% das passagens comercializadas em maio de 2026 ficaram abaixo de R$ 500. Desse total, 20,7% custaram até R$ 300 e 28,4% variaram entre R$ 300 e R$ 500. Já 5,4% dos bilhetes ultrapassaram R$ 1.500.
O aumento das tarifas acompanha o comportamento do QAV, o querosene de aviação. Em maio de 2026, o litro do combustível passou a custar em média R$ 6,46, alta de 68,5% em relação a maio de 2025 e de 44,4% frente a maio de 2024, segundo a ANP.
Segundo a Abear, o QAV passou a representar 45% dos custos operacionais das companhias após as recentes altas. O combustível responde por uma parcela significativa das despesas das empresas aéreas, influenciando a formação de tarifas.
A variação de preços também está associada à paridade com o petróleo Brent. A elevação recente no preço de petróleo intensifica a volatilidade de combustíveis usados no transporte aéreo, elevando o custo total das empresas.
O governo federal atuou para conter o impacto da alta do QAV. Em abril, houve zeragem temporária das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre importação e venda do querosene de aviação, válida até 31 de maio e, posteriormente, prorrogada até 31 de julho. A estimativa inicial de impacto fiscal foi de aproximadamente R$ 79 milhões em dois meses.
Apesar da alta nas passagens, o setor registra volume recorde de passageiros em 2026. De janeiro a maio, o Brasil recebeu 42 milhões de passageiros em voos domésticos, alta de 6% ante o mesmo período de 2025, marcando o maior patamar para os cinco primeiros meses desde o início da série histórica em 2000.
Segmentos e perspectivas
A alta recente no preço do combustível é apontada como principal fator de pressão, com reflexo direto na precificação de passagens. A Anac ressalta que a demanda segue estável, com crescimento expressivo de passageiros no início de 2026.
Analistas observam que, apesar dos reajustes, a recuperação do setor tem sido sustentada pela demanda interna e pela retomada de viagens. O ritmo de aumento de tarifas dependerá, entre outros fatores, da evolução do petróleo e de políticas de tributação sobre o QAV.
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