- O número de pubs casuais e casas de cerveja na Coreia do Sul caiu para 28.178 em março de 2026, ante 52.302 em 2018, uma contratação de 46% no setor.
- Entre março de 2025 e março de 2026, fecharam 2.998 estabelecimentos, queda de 9,6% (cerca de oito fechamentos por dia).
- Pubs casuais, chamados ganee jujeom, recuaram 10,2% (de 8.894 para 7.985), enquanto pubs focados em cerveja, hof pubs, caíram 9,4% (de 22.282 para 20.193).
- O aumento da inflação elevou custos operacionais como aluguel e mão de obra, pressionando pequenos negócios que dominam o setor, e hábitos de convívio pós-trabalho diminuíram.
- Dados adicionais indicam queda nas remessas domésticas de bebidas, para 3,15 milhões de kilolitros em 2024, queda de 17,3% em relação a uma década atrás, com quedas em cerveja, soju diluído e takju; jovens bebem menos e há maior preferência por consumo em casa.
O recuo no setor de pubs na Coreia do Sul é o tema central. Dados oficiais indicam que, nos últimos oito anos, quase metade das pubs de bairro deixou de existir. A NTS aponta que o número de pubs casuais e casas de cerveja caiu para 28.178 em março de 2026, ante 52.302 em 2018. A variação representa uma retração de 46% no setor.
Entre março de 2025 e março de 2026, houve queda de 2.998 estabelecimentos, ou 9,6%, equivalente a cerca de oito fechamentos diários. Os pubs casuais, conhecidos como ganee jujeom, recuaram 10,2% no período, de 8.894 para 7.985. Os hof pubs, com foco em cerveja, caíram 9,4%, de 22.282 para 20.193.
Vários fatores ajudam a explicar o cenário. Inflação elevada elevou custos com aluguel, mão de obra e operação, pressionando negócios independentes de menor porte. Além disso, quedas no costume de confraternização após o trabalho reduziram a demanda nesse tipo de estabelecimento.
A mudança de hábitos também aparece em números de consumo. Em 2024, as remessas domésticas de bebidas alcóolicas somaram 3,15 milhões de kilolitros, queda de 17,3% em relação a uma década antes. Cerveja, soju diluído e takju apresentaram declines no ano.
Dados oficiais sugerem que a queda do consumo entre os mais jovens contribui para a diminuição geral. Entre os primeiros meses de 2026, indicador do governo mostrou queda acentuada no consumo de álcool, com juventude buscando estilos de vida mais saudáveis.
O papel da pandemia também é citado como acelerador de mudanças. O Covid-19 reforçou o hábito de beber em casa, que persistiu mesmo após o fim das restrições, impactando as visitas a bares e pubs.
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