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Rússia enfrenta escassez de combustíveis e alta de preços pela guerra

Crise de abastecimento na Rússia eleva preços e expõe fragilidade do setor energético, com racionamento, filas e medidas emergenciais do governo

Vista de um posto de gasolina da Rosneft em Moscou, em 24 de junho de 2026.
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  • A Rússia vive crise de abastecimento de combustíveis com aumento de preços e filas em postos, afetando várias regiões, incluindo Moscou, São Petersburgo, Sibéria e Crimeia.
  • A principal causa é a guerra na Ucrânia, com ataques de drones a refinarias e infraestrutura petrolífera desde 2025, reduzindo a capacidade de refino e complicando o transporte.
  • Os preços subiram ao longo de 2025, com a gasolina em alta e, no varejo, acima de seis por cento em setembro; no atacado, valores próximos a recordes (acima de oitenta e dois mil rublos por tonelada).
  • O governo russo adotou medidas emergenciais, como proibição de exportação de gasolina, subsídios para importação, alterações tributárias e flexibilização de misturas com combustíveis de menor qualidade; também se discute importação por via marítima e possível restrição adicional de diesel.
  • O conjunto de fato gera impactos econômicos e incerteza, com desaceleração do crescimento, pressão sobre o custo de vida e maior vulnerabilidade em regiões mais expostas à guerra.

A Rússia enfrenta uma crise de abastecimento de combustíveis marcada por alta de preços, tensões logísticas e escassez em diversas regiões. O problema persiste desde 2025, afetando o dia a dia da população e revelando fragilidades no setor energético do país.

A crise envolve diversos agentes: governos regionais, operadoras de postos de combustível e cadeias de distribuição. Em Moscou, São Petersburgo e áreas distantes como a Sibéria, relatos apontam filas e restrições de venda em alguns pontos.

A alta de preços é um dos aspectos mais perceptíveis. Entre 2025 e 2026, a gasolina registrou elevação contínua, com impactos no custo de vida e na inflação local. O mercado atacadista chegou a disparar perto de níveis históricos.

A origem principal está relacionada aos ataques de drones a refinarias e instalações petrolíferas desde 2025. Operações militares reduziram a capacidade de refino e interromperam parte da produção de combustível.

Depósitos e redes de distribuição também foram atingidos, piorando a logística de transporte entre regiões e elevando a dificuldade de abastecimento. A demanda interna cresceu, especialmente no verão e na safra agrícola.

Em resposta, o governo russo adotou medidas emergenciais para estabilizar o mercado. Entre as ações estão a proibição de exportação de gasolina e subsídios para importação de combustíveis.

O Kremlin ainda anunciou mudanças tributárias e flexibilização de regras para misturas com combustíveis de menor qualidade. Uma possível importação por via marítima também foi debatida.

Profissionais do setor indicam que a situação pode permanecer volátil. Regiões vulneráveis à guerra ou com infraestrutura precária devem enfrentar pressões contínuas de oferta e preços.

Analistas apontam que a crise revela a dependência de uma economia de guerra de um pilar energético complexo. O cenário eleva incertezas sobre a evolução do abastecimento interno.

Especialistas destacam que o problema não é apenas conjuntural, mas aponta para vulnerabilidades estruturais na cadeia logística e de refino diante do conflito prolongado e da pressão internacional.

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