- São Paulo tem 317 mil imóveis em construção, resultado dos lançamentos feitos nos últimos três anos.
- Nos últimos anos, foram 104,4 mil lançamentos em 2024 e 139,7 mil em 2025, com 73 mil apartamentos em 2023, segundo o Secovi-SP.
- Em 2026, o mercado paulista aponta para alta; de janeiro a abril foram 39,5 mil lançamentos, 6% acima do 1º quadrimestre de 2025, totalizando 141,8 mil em 12 meses.
- Em 2025, o VGV (valor geral de venda) chegou a 81,7 bilhões de reais, com 71% desse total vindo de mercados fora do Minha Casa, Minha Vida; o MCMV representou 29% (23,4 bilhões).
- Cerca de 35% dos 54 mil imóveis de médio e alto padrão lançados em 2025 ficaram em bairros nobres, como Vila Mariana, Itaim Bibi, Pinheiros e Moema; São Paulo respondeu por 31% dos lançamentos nacionais em 2025.
A cidade de São Paulo acumula 317 mil imóveis em construção, resultado da soma de unidades lançadas nos últimos três anos que já avançam no canteiro de obras. Dados do Secovi-SP mostram recordes de oferta e um ciclo de obras mais longo em projetos maiores.
Entre 2024 e 2025, a capital registrou lançamentos expressivos: 104,4 mil imóveis em 2024 e 139,7 mil em 2025, além de 73 mil novos apartamentos em 2023. Com isso, o estoque em construção segue em alta e tende a se manter nesse patamar.
Em média, as obras respeitam o prazo tradicional de 36 meses entre lançamento e entrega, mas grandes incorporadoras passaram a adotar ciclos mais longos devido ao tamanho dos projetos. Esse movimento influencia a duração das obras e o ritmo de entrega.
Mercado paulistano em 2026
De janeiro a abril de 2026, os lançamentos somaram 39,5 mil unidades, alta de 6% frente ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses (maio/2025 a abril/2026), o total chega a 141,8 mil imóveis. A média é de 11,8 mil por mês.
A velocidade atual resulta em aproximadamente 388 apartamentos lançados por dia. Em 2025, o total de imóveis lançados na cidade representou 31% do volume nacional, de acordo com a CBIC.
Estrutura de mercado e VGV
Na divisão de mercado de 2025, 61% dos lançamentos foram pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e 39% pelos demais segmentos. Em números absolutos, 85 mil imóveis de renda mais baixa frente a 54 mil de padrões médios e superiores.
Quanto ao Valor Geral de Vendas (VGV) de 2025, o segmento de outros mercados respondeu por 71% do total, equivalente a R$ 58,2 bilhões, enquanto o MCMV ficou com 29% (R$ 23,4 bilhões). O VGV total nacional atingiu R$ 81,7 bilhões para a cidade.
Distribuição por bairros e foco de oferta
Em 2025, cerca de 35% dos 54 mil apartamentos de médio e alto padrão foram lançados em bairros nobres, com Vila Mariana liderando a lista (6,7 mil unidades), seguida de Itaim Bibi (5 mil), Pinheiros (3,5 mil) e Moema (3,4 mil). Juntos, esses distritos reuniram 18,6 mil unidades em obras.
A tendência de crescimento de baixa renda permanece estável: em abril, 75% das moradias lançadas estavam enquadradas no MCMV, totalizando 8,7 mil unidades, restando 25% para outros mercados.
Participação nacional e cenário de vendas
A cidade de São Paulo respondeu por 31% das unidades lançadas no Brasil em 2025, com 139,7 mil imóveis, frente a 453 mil lançamentos nacionais. Os primeiros empreendimentos representaram 28% do total de lançamentos nacionais e 26% das vendas do país.
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