- A aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, avaliada em US$ 110 bilhões, está sob análise da União Europeia.
- Reguladores avaliam se o acordo reduziria a capacidade de criadores e produtores de levar ideias ao público em um mercado lucrativo.
- Também se verifica a possibilidade de impactos na criatividade, no patrimônio cultural e nos idiomas, caso a fusão seja concluída.
- A Comissão Europeia tem prazo até 7 de julho para decidir se amplia a investigação, com medidas corretivas potenciais ou início de fase dois.
- A Paramount busca concluir a transação no terceiro trimestre deste ano, com uma análise rápida que pode acelerar o desfecho.
A fusão entre Warner Bros. Discovery e Paramount Skydance, avaliada em US$ 110 bilhões, enfrenta escrutínio da União Europeia. Reguladores analisam se o acordo pode reduzir a capacidade de criadores e produtores de levar ideias ao público, tanto em residências quanto nos cinemas.
Teresa Ribera, chefe da autoridade antitruste da UE, disse à Bloomberg TV nesta quarta-feira (24) que há dúvidas sobre a amplitude de possíveis impactos criativos no mercado europeu, incluindo questões de patrimônio cultural, idiomas e diversidade de conteúdo.
As autoridades estão avaliando, com base nas regras de fusão da UE, a melhor forma de evitar efeitos anticompetitivos. O objetivo é verificar se existem alternativas para produtores e cineastas manterem acesso ao público enquanto a operação não é aprovada.
Na prática, a UE tem prazo curto para decidir se intensifica a investigação. Caso haja preocupações, medidas corretivas precisariam ser apresentadas até o início de julho, para permitir testes durante uma possível prorrogação.
Executivos da Paramount buscam concluir a transação ainda neste terceiro trimestre. A aprovação regulatória seria um passo decisivo para consolidar o controle da família Ellison sobre um dos maiores impérios de mídia mundial.
Análise regulatória da UE
O encontro entre advogados da Paramount e autoridades da Comissão Europeia ocorreu em Bruxelas, em preparação para traçar um caminho regulatório. O diálogo visa esclarecer pontos-chave antes de uma decisão formal. A Comissão pode optar pela aprovação, abrir fase 2 ou impor condições.
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