- Analistas do Standard Chartered iniciaram cobertura do token Aave (AAVE) com meta de US$ 3.500 até o fim de 2030, partindo de cerca de US$ 70 no momento da divulgação.
- O banco indica uma trajetória de valorização em etapas: US$ 180 até o fim deste ano, depois US$ 600, US$ 1.200 e US$ 2.200 nos próximos três anos, para chegar a US$ 3.500.
- Aave teve impacto de uma exploração recente no ecossistema DeFi, após queda de liquidez e retirada de ativos por usuários.
- O Standard Chartered também projeta crescimento na tokenização de ativos em DeFi, estimando US$ 2,7 trilhões em valor até 2030, impulsionado por stablecoins e ativos do TradFi.
- APublication ressalta riscos, especialmente a viabilidade da estrutura Aave Horizon e parcerias com instituições tradicionais ainda não consolidadas.
O Standard Chartered revisou suas perspectivas para o Aave (AAVE), destacando potencial de alta expressivo no médio prazo. O banco iniciou a cobertura do token com meta de US$ 3.500 até o final de 2030, partindo de cerca de US$ 70 no momento da publicação.
A projeção envolve passos graduais: US$ 180 até o fim deste ano, depois US$ 600, US$ 1.200 e US$ 2.200 nos três anos seguintes, até chegar aos US$ 3.500. O relatório aponta cenário de forte expansão para o ecossistema DeFi.
O AAVE já foi negociado acima de US$ 661 em 2021, mas não repetiu esse nível. No fim de 2024, o ativo se aproximou de US$ 400, após a reeleição de um líder político, segundo o relatório. O otimismo do banco acompanha metas mais amplas para o setor.
Projeções do Standard Chartered
O relatório também eleva meta para Bitcoin e Ethereum: US$ 500 mil para BTC e US$ 40 mil para ETH até 2030. O documento estima que o valor agregado dos ativos tokenizados em DeFi pode crescer 37 vezes, para US$ 2,7 trilhões, até 2030.
Sobre o Aave, o banco sustenta que a receita depende do spread entre depósitos e empréstimos. Se a tendência de crescimento da DeFi se confirmar, o preço do token tende a acompanhar esse impulso.
Contexto recente e riscos
As atenções ficaram sobre um golpe recente na DeFi: o roubo de US$ 291 milhões na KelpDAO provocou impactos na liquidez, levando a reduções de depósitos e de empréstimos no Aave. Os depósitos caíram de US$ 44 bilhões para US$ 23 bilhões, e os empréstimos ativos recuaram de US$ 18 bilhões para US$ 9,5 bilhões.
A participação do Aave no mercado de empréstimos caiu para 38% dos depósitos, frente a 59% do ano anterior ao incidente. O banco ressalta que a recuperação da base de usuários envolve mudanças de risco propostas pelo fundador do Aave, bem como aumento de depósitos desde junho.
O Standard Chartered reconhece incertezas significativas: a expansão institucional do Aave Horizon depende de parcerias com grandes instituições financeiras, que ainda não se materializaram em grande escala.
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